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Sejam bem vindos ao Jamie Dornan Brasil, sua principal fonte de notícias sobre o ator Jamie Dornan – mais conhecido pel oseu papel de Grey, em Cinquenta Tons de Cinza – no país. Aqui você encontrara informações sobre seus últimos projetos, entrevistas traduzidos, uma galeria refleta de fotos e muito mais. Não somos o Jamie e não possuímos qualquer contato com o mesmo. Não temos contato com seu agente, amigos ou familiares. Site de fãs para fãs, sem fins lucrativos. Todo o conteúdo encontrato neste site pertence ao JDBR até que seja mostrado ao contrário. Aproveite todo o conteudo disponível e volte sempre!

O redemoinho temporal do interior da a Irlanda é tão protagonista de Wild Mountain Thyme quanto os atores Emily Blunt e Jamie Dornan.
Eles passaram várias semanas na Irlanda ano passado gravando um filme sobre dois fazendeiros que têm dificuldades com seus sentimentos românticos, e as câmeras não pararam de rodas mesmo que estivesse chovendo, nevando ou caindo granizo.

Quando chegou o dia de gravar uma cena particularmente significativamente, os produtores do filme elevaram o tempo a outro nível.
“Foi quase como se não tivesse chovendo o suficiente, então eles colocaram essa máquina de chuva mais parecida com um tsunami para dar mais emoção,” recorda Emily Blunt ao Daily News.

“Mas certamente ajudou. Meio que te levou para longe. Literalmente, você não podia ver direito porque tinha tanta chuva em seu rosto, mas você não tinha tempo algum de criar estratégias nenhuma. Nós não regravamos. […] fizemos duas tomadas, e é aquilo que está no filme. Foi meio que maravilhoso trabalhar daquele jeito.”

No filme, agora sendo exibido em cinemas selecionados e via demanda, a personagem de Blunt, Rosemary, tem amado seu vizinho, Anthony, interpretado por Dornan, desde a infância, mas está repetidamente desapontada por sua recusa de confessar seus sentimentos.
“Eles são completamente disfuncionais,” contou Blunt em uma risada. “Eles certamente não têm um relacionamento convencional. É fantasiosamente não correspondido.”

Mais à frente complicações sérias vem com o primo americano de Anthony, interpretado por Anthony, que quer comprar sua fazenda, e também acabou desenvolvendo sentimentos por Rosemary.
Dornan, que estrelou como Christian Grey nos filmes de Cinquenta Tons de Cinza, disse que ele nunca havia interpretado alguém como seu personagem em Wild Mountain Thyme, que foi dirigido e escrito por John Patrick Shanley.

“Ele tem muitas tendências que são talvez o mais próximo de mim mesmo, mas distante o suficiente de mim a ponto de ter me divertido fazendo e colocando quaisquer inseguranças e esquisitices que tenho em mim nele, e depois aperfeiçoá-las uma vez que eu estava no papel de Anthony,” contou Dornan.

As gravações aconteceram em uma fazenda de trabalho real no Condado de Mayo, e ambos, Blunt, de 37 anos e Dornan, de 38, se impressionaram pela beleza natural da locação.

Dornan nasceu na Irlanda do Norte e cresceu cerca de 300 e poucos km de onde Wild Mountain Thyme foi gravado. Ele aprendeu um novo sotaque, em um esforço de refletir a região rural de onde seu personagem é.

“Eu sempre quero contar histórias irlandesas, histórias de casa, porque eu tenho orgulho de ter vindo de lá,” disse Dornan. “É importante pra mim. Há muitas histórias a serem contatas. Somos conhecidos por sermos uma nação de contadores de história, então eu quero contar essas histórias pelo resto da minha carreira.”

A estreia do filme romântico conclui o ano pra Blunt, que é vista em outros filmes, A Quiet Place Part II e Jungle Cruise, adiados para 2021 por causa da pandemia do coronavirus.
Blunt acredita que Wild Mountain Thyme chegou no momento certo.
“Precisamos de algo motivador e alegre de assistir agora no feriado de fim de ano. É o tipo de filme que você quer assistir embaixo do cobertor mais fofinho com sua família.”

Fonte: Daily News NY, Dezembro 2020.

https://www.nydailynews.com/entertainment/movies/ny-emily-blunt-jamie-dornan-wild-mountain-thyme-20201212-6smaqxv3pzaynopetnu6k7fkiq-story.html?outputType=amp&__twitter_impression=true


Jamie Dornan revelou que decidiu parar de beber pelo resto de 2020, já que ele não ataca ‘bebendo o tempo inteiro’ durante a quarentena e sua esposa Amelia Warner também parou.

O ator de Cinquenta Tons de 38 anos, entrevistou sua amiga Eve Hewson, filha de Bono, para a edição de inverno 2020 da revista Wonderland, durante a qual ele deixa transparecer uma luz em sua própria vida no momento.

Revelando que sua esposa, com quem casou-se em 2013, ‘estava sem beber’, ele explicou que ele também ‘cessou no momento’ e também para dar apoio a ela.

Eve e Jamie atuaram juntos em Robin Hood em 2018, onde ele interpretou Will Scarlet e ela a Lady Marian, e na entrevista, Jamie falou cobre sua vida na quarentena.

Ele disse: ‘Eu decidi não beber pelo restante do ano. Estou no quinto dia – eu sei, eu pareço ótimo – mas estou tentando não só pelo momento.’ Depois de sua confissão, Eve então indagou: ‘Qual o sentido de não estar bebendo?’

E Jamie prosseguiu: ‘É algo que estou me perguntando! Porque minha esposa não está bebendo, na verdade, Millie na realidade está sem beber já tem um tempo… então é um forma de tipo apoiar isso um pouquinho. É algo que você cai no hábito de fazer o tempo inteiro, principalmente, na quarentena.’

Jamie e Amelia são pais de Dulcie de 7 anos, Elva de 4 anos e Alberta de 1 ano e sete meses.

Ano passado, Jamie falou sobre seu abuso ao álcool, detalhando como ele lutou contra a depressão e se voltou ao álcool depois das mortes trágicas de sua mãe e quatro amigos na lacuna de um ano.

Ele tinha apenas 16 anos quando sua mãe, Lorna, faleceu de câncer no pâncreas em 1998, com a tragédia tornando-se maior quando quatro de seus amigos faleceram em um acidente de carro um ano depois.

Falando com Jay Tayner em seu podcast, Out to Lunch With.., a estrela de Cinquenta Tons admitiu que ele ainda está ‘lidando com ambas’ tragédias, duas décadas depois.

Ele disse: ‘É, minha mãe morreu quando eu tinha 16, aquilo foi obviamente uma mudança na vida, uma coisa horrenda e insana de acontecer. Depois quatro dos meus amigos morreram em um acidente de carro quando eu tinha 17. Tive anos muito difíceis que eu acredito que ainda estou lidando com ambas coisas hoje, todos os dias.’
Jamie contou ele voltou-se ao álcool como uma forma de lidar com o sofrimento que passou.

Ele continua: ‘Mas eu acho que eles estavam muito vivos ainda, e eu bebi muito de tudo, mas teve esse verão que eu sai muito, bebia, e não chegava a lugar algum.’

A estrela contou que ele não tinha percebido que estava lidando com depressão até que foi citado durante uma entrevista de emprego.

Ele disse: ‘Teve um verão, que eu larguei a faculdade e eu estava fazendo o curso de marketing e não tinha interesse em nenhum aspecto de marketing, e eu pensei ‘Pois bem, que se foda, eu vou largar.’. Eu lembro de ter essa ideia de que queria mudança e sabia que eu não estava no caminho certo e precisava fazer algo novo, e eu fui a uma entrevista uma vez e estava explicando o que eu fiz no verão e o entrevistador disse ‘Você está muito depressivo.’ E eu tipo ‘Que merda, eu estou!’. Eu nunca teria visto aquilo dessa forma, mas eu deveria estar com depressão.’

Eve e Jamie como Will Scarlet e ela a Lady Marian em Robin Hood (2018)

Fonte: Daily Mail UK, Dezembro 2020.
https://www.dailymail.co.uk/tvshowbiz/article-9059423/amp/Jamie-Dornan-reveals-hes-temporarily-quit-alcohol.html


Há uma cena climática em Wild Mountain Thyme onde Jamie Dornan está tão desconfortável em própria pele que parece que ele quer fugir do seu famoso corpo. É cativante e engraçado – e se você ouvir o ator que se tornou um feitor de corações pulsantes da noite pro dia na trilogia de Cinquenta Tons – ele vai te assegurar que Anthony, criação de John Patrick Shanley, é mais parecido com sua verdadeira natureza do que a postura de Christian Grey. Com personagens intensos interpretados em The Fall, My Dinner with Hervé e A Private War onde a jornada interna é fascinante, não é uma surpresa que seus filmes valem mais de $500 milhões só nos EUA.

Isso deu a Dornan a liberdade de experienciar ação (Robin Hood) e agora comédia (Wild Mountain Thyme and Barb e Star Go to Vista Del Mar – 2021). Wild Mountain Thyme é o antídoto perfeito para 2020, cheio de humor e romance, co-estrelando Emily Blunt e Christopher Walken, saído diretamente da imaginação e direção de John Patrick Shanley (Doubt, Moonstruck), e é baseado em sua peça, Outside Mullingar.

GG: Os trabalhos que fez anteriormente tem sido dramáticos e Wild Mountain Thyme é sua primeira comédia. Algum motivo para isso?

Jamie: Sinto que Wild Mountain Thyme tem momentos de comédia, mas é essencialmente uma fábula à moda antiga. Há uma parte de mim que sempre esteve mais próxima ao lado leve da vida do que dos outros lados que eu já interpretei e é algo que não tive a oportunidade de mostrar para as pessoas antes. As pessoas tem uma ideia de como sou nas telas e dos personagens que interpreto, e Anthony é tudo o que eu não interpretei antes, foi um mundo totalmente novo, que foi uma perspectiva muito animadora.

GG: Em Cinquenta Tons, você teve que estar muito confortável com seu corpo e nesse, você teve que estar muito desconfortável. Como você incorporou essa dificuldade?

Jamie: Eu interpretei muito personagens – Christian Grey, Paul Spector em The Fall – que tudo sobre eles se resume a controle e confiança e saberem o que eles querem. Anthony é o oposto disso. Ele é tão desconfortável consigo mesmo. Ele não acredita em si mesmo, não sabe o que quer ou se quer. Fisicamente ele é estranho e terrível em se expressar. Eu não sou assim, mas eu definitivamente tenho versões e inseguranças próprias que são muito próximas de Anthony, mais do que aqueles personagens controladores que eu interpretei.

Eu tive problemas com o porte físico de Christian Grey, por causa da sua postura sempre perfeita, ele está sempre se controlando, se importa muito com aparência física e foi algo que eu tive, de verdade, que trabalhar pessoalmente muito, sou muito mais relaxado do que ele. Então a oportunidades fazer alguém que pode relaxar em seu próprio corpo e quase tropeçar sobre seu próprio corpo algumas vezes, aquilo foi o que me atraiu muito.

Aquela ideia de interpretar alguém que é muito complicado e nem sempre está apto a se articular ou agarrar as coisas que são importantes pra ele, mesmo quando são entregues a ele de bandeja – eu amei entrar em sua mente.

GG: O quão familiar você estava com o trabalho de John Patrick Shanley?

Jamie: Eu assisti Doubt, e li a peça, Outside Mullingar, que Wild Mountain Thyme é baseado sobre. Eu era um fã de Moonstruck e assisti algumas vezes quando criança. Ficou guardado em mim porque era um pouco de ‘outro’ – um pouco peculiar ou diferente de qualquer coisa que você já viu. Também sou um grande fã de Joe Versus the Volcano. Qualquer coisa de Tom Hanks daquela época, eu sou vidrado e amo muito.

John traz um senso de poesia única para tudo o que ele escreve. Wild Mountain Thyme foi escrito assim, especialmente a grande cena de 25 páginas da cozinha que Emily e eu tivemos, que cobriu tudo o que queríamos falar, sem poder dizer, ou tínhamos que nos segurar para não falar; nosso relacionamento foi encorpado totalmente naquela cena. Eles quase falam um com o outro em versos. É muito diferente de qualquer coisa que já vi em um roteiro. Esse foi o grande chama e por seja lá qual razão, ele me quis para interpreta-lo.

GG: A chuva. Me fale sobre a sujeita, o musgo e a bagunça de trabalhar na chuva.

Jamie: Chuva traz drama. Tudo é elevado na chuva. Naturalmente, chove muito no noroeste da Irlanda, mas nós também tínhamos máquinas de chuva – no início onde estávamos tendo dificuldades com os postada e depois na grande cena climática. Emily recebeu o pior dela. O jeito que o vento soprava ela estava recebendo diretamente em seus olhos e eles estavam ficando diretamente lampejados. Eu pensei, ‘Por Deus, que violento!’

GG: Você teve trepidações em seu pedido?

Jamie: Não tive tanta dificuldade. É uma grande coisa; é um momento monumental, provavelmente a pergunta mais importante e carregada que você vai perguntar a alguém na sua vida. Você está definitivamente pensando naquilo. Eu sabia que eu queria pedir, então sentia confiança e tranquilidade. Você tem que saber que eles podem reponder ‘não!’. Não tenho certeza que isso passou pela minha cabeça naquele dia, eu estava muito confiante.

GG: O quão confortável você está com animais da fazendo?

Jamie: Nós vivemos no interior, ao lado de uma fazenda. Temos algumas cabras, galinhas, um coelho, um cavalo e um cachorro. Temos uma certa quantidade de animais aqui – mas não é uma fazenda. Eu cresci na área rural da Irlanda, no povoado de uma cidade. Minha mãe dizia que sua família eram fazendeiros de suínos. Eu passei muito tempo em fazendas, e nós estamos rodeados de fazendas onde vivemos. Eu sou alérgico a quase todos animais de fazenda. Eu fico meio que muito agoniado se estou muito próximo a cavalos, vacas e ovelhas.

GG: No filme você diz, “Eu não sei qual é o lugar de um homem.” Você se identifica com aquela ideia?

Jamie: Eu identifico com aquele momento de pra quê um homem serve agora? Eu tive duas irmãs durante meu crescimento, e tenho três filhas e uma esposa agora. Eu sou rodeado de mulheres! Eu as vezes me encontro fazendo aquela pergunta: qual é o meu lugar? Eu sou deixado de fora de várias coisas. Há muitas portas fechadas, e eu entro e falo ‘Gente posso entrar?’, ‘Não, é somente para garotas,’ e eu falo, ‘É só eu e o cachorro!’.

Se o lugar da mulher é ganhar força na sociedade, no geral, eu acredito que essa é uma coisa boa. Elas têm, infelizmente, um longo caminho a trilhar. Elas estão em uma posição onde não há um campo igualitário em todos os aspectos da sociedade, infelizmente, mas estão direcionadas a direção certa, que é a única coisa boa.

GG: Você foi criticado por seu sotaque irlandês nesse filme. Como se sente sobre isso?

Jamie: Todos estão inclinados para uma opinião. Na Irlanda, somos um país de tiradores de onda (piadistas). Não importa o que você faça, você vai ter uma piadinha sendo feita sobre você! Eu aceito totalmente isso. A versão de alguém do ‘certo’ ou ‘bom sotaque irlandês’ é diferente de outra – e eles podem estar na mesma vila, imagine se for do outro lado do mundo – quando você faz um filme, você faz um filme para todos assistirem. Você receberá o julgamento de certas áreas e não receberá julgamento de outros, e tá tudo bem. Tudo faz parte de criar conteúdo pra fora e deixa que haja uma resposta subjetiva. Eu tenho um sotaque, quem não tem? Todos temos. Todo mundo é único e todos nós temos formas estranhas e maravilhosas de falar – é o que faz o mundo tão legal. Você não me encontraria sendo rude sobre o sotaque de alguém porque eu aceito o de todos, mas também aceito o fato de que pessoas vão fazer piadas – e tá de boa também.

Fonte: Golden Globes, Dezembro 2020.

https://www.goldenglobes.com/articles/jamie-dornan-wild-mountain-thyme


Depois de interpretar homens obscuros boa parte da década passada, Jamie Dornan estava a procura de um papel que reconhecidamente destingiria ele de seu notório papel do bilionário Christian Grey, na franquia de Cinquenta Tons e o assassino em série Paul Spector em The Fall. Para sua surpresa, ele encontrou exatamente o que estava procurando na charmosa adaptação do filme Wild Mountain Thyme, de John Patrick Shanley, dramaturgo que chegou a Broadway com a peça Irlandesa-Americana Outside Mullingar.

Gravado no verde exuberante do interior irlandês, Dornan interpreta Anthony Reilly, um fazendeiro afetuosamente esquisito no meio dos seus 30 anos que permanece absorto as investidas de sua vizinha linda e cabeça dura, Rosemary Muldoon (Emily Blunt), por quase três décadas. Quando seu pai Tony (Christopher Walken), anuncia seu plano de venter a fazenda da família para seu primeiro americano tudo Adam (Jon Hamm), Anthony se vê forçado a confrontar um segredo profundo e obscuro de sua infância que vai mudar de uma vez por todas o curso de sua vida — e seu relacionamento com Rosemary.

Depois de perder a oportunidade de assistir a peça durante sua estreia principal na Big Apple, Dornan recebeu o roteiro para Wild Mountain Thyme em 2018 e se jogou na chance de trabalhar com Shanley, quem ele considera “um titã da nossa indústria” com “esse lindíssimo aspecto sereno”.

“Foi essa coisa estranha onde eu recebi o roteiro e eu meio que li falando, ‘Essa é uma das coisas mais loucas que eu já li. Eu acho que eu amo, e eu definitivamente quero participar’,” conta Dornan ao Observer pelo telefone, de sua casa no interior da Inglaterra, onde tem passado a maior parte da pandemia com sua esposa, a compositora Amelia Warner e suas três filhas pequenas.

“Shanley e Eu tivemos uma ligação [dois dias depois] de sete minutos — foi insanamente rápida — e basicamente, ele perguntou ‘Você quer fazer?’ E eu, ‘Sim!’. Mas depois demorou cerca de um ano antes que eu chegasse a fazer o filme de verdade, e eu conversei com ele obviamente mais do que esses sete minutos iniciais. Parece que foi há muito tempo desde que eu tive a primeira conversa com ele.”

Em nossa entrevista, Dornan fala abertamente sobre a oportunidade única de trabalhar com um elenco de peso na área rural da Irlanda, o envolvimento de sua esposa no projeto, e a crítica que o filme tem recebido por sua representação do sotaque irlandês.

Observer: Wild Mountain Thyme é uma das produções mais excêntricas que eu vi nas telonas nos anos recentes. O que no roteiro de John Patrick Shanley te fez tão propenso a se jogar a bordo a primeira vez quando ele te ofereceu o papel?

Jamie Dornan: Bem, foi uma daquelas coisas onde eu sou um fa dele e eu amo o jeito como ele escreve, eu acho que sua escrita é um tanto peculiar. Ha diferentes personagens que você não vê frequentemente em filmes importantes, particularmente em qualquer tipo de romance, e isso me intrigou de verdade.

As palavras são tão bonitas, e eles quase conversam em versos um com o outro, particularmente naquela cena de 25 páginas que [Blunt e eu] gravamos na cozinha. Eu nunca falei daquele jeito em um filme; eu nunca vi algo daquele tipo escrito em um roteiro. Aquilo foi divertido. Como um ator, você está a procura de palavras bonitas a serem ditas e isso não acontece sempre, e as vezes você está falando palavras que você na verdade não queria estar falando. Quando uma oportunidade de falar palavras daquele jeito, que são tão poéticas, eu me joguei na oportunidade.

Observer: Voce mencionou em entrevistas passada que Anthony é provavelmente o personagem mais puro que você já interpretou, com todas suas peculiaridades. Quais foram os maiores desafios que você enfrentou quando aproximou-se desse papel e como se preparou para retratar alguém que requer tanta vulnerabilidade?

Jamie: Tem muito de lentamente ir entrando em sua própria vulnerabilidade. Muito de ir descamando suas próprias inseguranças e tentando deixá-las a amostra e deixá-las serem incorporadas em um outro alguém. Anthony simplesmente apresentou essa oportunidade de expor um pouco da minha própria falta de crença em mim mesmo ou qualquer tipo de tendências estranhas ou esquisitices que eu mesmo tenho, e eu pude colocá-las nele e aperfeiçoa-las uma vez que elas já estavam nele, se é que você me entende.

Eu amei essa oportunidade porque eu simplesmente não havia interpretado alguém como aquele. Eu interpretei muito personagens que estão no controle, seja Christian Grey [na franquia de Fifty Shades] ou Paul Spector em The Fall ou até mesmo Paul Conroy em A Private War, que sabe muito bem o que quer. Isso é o que estou acostumado, e na realidade, Anthony está muito mais próximo de mim que não parece estar sempre no controle o tempo todo. (Risos) Eu sempre finjo que estou. Eu tenho três crianças pequenas e eu sempre estou fingindo que sou um adulto e que sei o que está acontecendo, mas na maior parte do tempo eu não sei e estou aéreo. Então foi legal que eu pude soltar tudo das minhas próprias peculiaridades em alguém.

Observer: Na semana passada, eu comecei a ouvir sobre esse ‘suco da atuação’ que você começou a beber religiosamente com Emily Blunt. Vocês tinham algum ritual antigo no set antes desse filme e esse ‘suco da atuação’ vai continuar em suas novas produções?

Jamie: (risos.) Sabe, não sou supersticioso a esse ponto. Eu me preparo para gravar e depois nós gravamos — é assim que funciona — e normalmente eu não tenho influências externas fora isso. Mas de repente, eu tinha essa influência altamente cafeinada. Eu não sabia o que tava acontecendo.

Observer: Podemos saber o nome dessa misteriosa bebida?

Jamie: Na realidade, é um desastre porque eu deveria estar agradecendo a eles. Eu nem sei como aquele negócio se chama.

Observer: Você não sabe?!

Jamie: “Terei que perguntar a Emily o nome, e ela provavelmente ainda tem muito dele. Seu apartamento em Nova Iorque tem uma parede ou uma pilha dele, e ela foi apresentada a bebida por Dwayne Johnson… Eles tinham acabado de trabalhar juntos [ em Jungle Cruise] e ele mandou pra ela alguns ou algo to tipo — eu não sei, mas ela tinha um bocado dele.
Eu não sei como é o sentimento de um ataque do coração, mas eu sinto que essa bebida te faz sentir como se quase estivesse tendo um.

De uma forma estranha, as vezes isso é apropriado para algumas das cenas que estávamos fazendo e as vezes nem um pouco. Mas as vezes, foi bom chegar a aquele lugar. (Risos) Nos estávamos chamando de ‘suco da atuação’ e eu meio que me convenci de que eu nunca mais poderia atuar novamente sem aquele negócio, mas eu consegui gravar um filme durante a quarentena com Kenneth Branagh [um filme autobiográfico escrito e dirigido por ele, chamado Belfast], e eu não tive qualquer ‘suco da atuação’ e deu tudo certo. Então, por sorte, eu não estou dependente dele.

Observer: Falando em Emily, eu sei que certos membros de suas famílias são muito próximos, mas sei que vocês ficaram próximos também. Qual foi seu maior aprendizado de ter trabalhado com alguém tão talentosa como ela?

Jamie: Emily simplesmente tem tudo. Ela é obviamente uma garota linda, mas ela tem essa carreira incrível de trabalhos variados. Ela arrasou em uns dos grandes musicais da Disney, ela é a porra da Mary Poppins, não tem como crescer mais que isso. Mas depois ela fez coisas corajosas e, mais cedo em sua carreira, muitos filmes ingleses independentes, e alguns de seus melhores trabalhos estão aí.

Ela meio que fez de tudo e é na realidade a pessoa mais tranquila, mais engraçada para se estar junto. Ela é uma daquelas pessoas que você quer rir junto e é muito fácil de fazer dar risada. Nós tivemos uma conexão absoluta fazendo esse filme, e nós nos divertimos muito, muito mesmo — não só Emily e eu, mas todo elenco e equipe. Foi uma experiência brilhante.

Observer: Gostaria de trabalhar novamente juntos em um filme talvez mais dramático, no futuro?

Jamie: Sim, definitivamente. Nós falamos sobre isso e como seria muito legal de fazer algo juntos novamente, então eu acho que se a oportunidade aparecer, ambos seríamos perspicazes. Então, vamos ver…

Observer: Esse filme foi verdadeiramente transformado em algo familiar, como sua esposa, Amelia, que também compôs a trilha sonora encantadora. Quando você descobriu que ela também estaria envolvida nesse projetado e o quão ótimo tem sido vê-la florescer como compositora?

Jamie: É incrível. Digo, antes de conhecê-la, ela era uma atriz, mas ela tem feito músicas para filmes pelos últimos quatro anos ou coisa do tipo. Ela é relativamente nova nisso; esse é apenas o terceiro filme que ela fez. Mas o último que ela fez, Mary Shelley, ela recebeu muita atenção e sua trilha é linda.

Foi legal porque ela meio que foi arremessada por isso da forma como seria com qualquer coisa outra coisa. Seus agentes a coloram pra ir atrás, e eles na verdade foram em uma direção diferente [de primeira], sendo honesto. Estávamos em atraso com outra pessoa, e depois, aquilo acabou não dando certo. E voltou para ela novamente, então é esse volta doida que meio que aconteceu. Compositores são sempre a última peça do jogo, ou eles entram geralmente na 95% do tempo. Então, quando ela entrou, nós obviamente já tínhamos gravado. Eles não deram a ela muito tempo, e eu acredito que ela arrasou em uma performance extremamente excelente.

Estou tão orgulhoso dela, e é tão legal que pudemos inadvertidamente trabalhar juntos, mesmo não sendo no dia-a-dia, em um set. Mas ainda assim ela vendo minha cara o dia todo e tendo que escrever música para ela e depois tendo que lidar comigo na vida real, foi muito legal. (Risos)

Observer: Numa adição a Emily, você também teve cenas estonteantes com Christopher Walken, especialmente aquela cena agridoce no meio do filme. Você pode falar um pouco sobre a experiência de trabalhar com ele e suas melhores memórias daquele dia emocionante no set?

Jamie: Chris é simplesmente uma lenda absolutamente no jogo. Ele é um dos atores mais personificados no mundo, mas a realidade é que ele é simplesmente essa doce, gentil alma. Eu acredito que Emily e eu e todos nos apaixonamos por ele. Ele é brilhante. Ele não fala muito, mas então quando ele fala, ele dirá absolutas preciosidades a você. Ele é direto quando ele tem tempo de dizer algo a você. Tenho que dizer que aquela cena onde ele meio que está em seu leito de morte, aquela foi a última cena de Chris, e esse foi seu último dia gravando o filme.

Eu, honestamente, não conseguia me segurar naquele dia. Eu chorei o dia todo. Ele estava quebrando meu coração da forma como ele estava atuando naquela cena. Eu estava falando com alguém que tinha visto o filme — uma amiga minha que estava me entrevistando — e eu contei, ‘Eu estive chorando o dia todo’. E ela disse, ‘Eu sei, sua cara tava toda inchada e você parecia cansado e todo vermelho.’ (Risos) E eu tipo, ‘Eu sei porque eles vieram para minha parte por último!’ nos queria começar com a parte do Chris e quando eles vieram pra mim, eu na verdade tava acabado. Eu estava tão abatido, mas novamente, eu não conseguia parar de chorar. Nós poderíamos ter gravado aquela cena todos os dias por uma semana e eu teria chorado todo dia. Foi de partir o coração, mas uma experiência tão legal.

Observer: Esse filme também recebeu, o que me parece ser, algumas críticas muito severas pela interpretação de sotaques. Como você lida com esse tipo de criticismo antes de uma grande estreia? Há alguma coisa que gostaria de dizer em resposta a todos esses pessimistas?

Jamie: Eu sou da Irlanda, e nós somos [estereotipados como] uma nação de figuras piadistas — meio que é a nossa moeda de identificação — e isso vem juntamente com território. Aquilo era de se esperar, eu entendimento daquilo, mas tínhamos John Patrick Shanley de quem os personagens eram vagamente baseados em sua família de verdade. Eles disseram que se soássemos como eles soavam de verdade, ninguém teria nos entendido.

Não fizemos esse filme para pessoas irlandesas. É um filme que queremos que seja visto ao redor do mundo, então tivemos que achar algo que funcionasse e soasse exatamente como eles estavam tentando soar. É apenas um tipo de sotaque Irlandês que não tem nada a ver como as pessoas de Dublin falam, nada a ver com pessoa de Belfast que é de onde eu sou, nada como as pessoas que são de Cork — é muito algo próprio. Eu fico do lado [do fato] que nós soamos como queríamos, e claro, se as pessoas vão ter algo a dizer, tudo bem. Tenho certeza que eu diria também, mas apenas vem da localização.

Fonte: Observer, Dezembro 2020.


No filme de John Patrick Shanley, Wild Mountain Thyme, Anthony, personagem desajeitado de Jamie Dornan, tem uma revelação de última hora para seu interesse amoroso das telinhas, Rosemary, interpretada por Emily Blunt. Parece ser uma razão lúdica para o porquê ele tem sido tão receoso com relação ao seu relacionamento e tão certo de que ele não era merecedor do amor – não era merecedor dela. Sem perder a excelência, o ator da conta da cena com tanto comprometimento e verdade, que você acredita de verdade.

Dornan vem de uma longa jornada como Christian Grey, na franquia de Fifty Shades.

A primeira carreira do ator foi como modelo, até Sofia Coppola o escalar para Marie Antoinette em 2006. Ele depois fez uma impressão significante na série da ABC, Once Upon a Time. Fifty Shades of Grey o lançou para a fama mundial, e ele desde a trilogia, mais tem aceitado papéis indies desafiadores em trabalhos, diversos como na série de TV norte-irlandesa The Fall (na qual interpreta um serial killer) e em filmes como A Private War, contracenando com Rosamund Pike e Untogether com Ben Mendelsohn.

Ele atualmente está estrelando ao lado de Emily Blunt e Christopher Walken na fábula e comédia romântica Wild Mountain Thyme, onde ele chega a mostrar suas costeletas cômicas e seus pedido de casamento a um jumento (você precisa ver para entender)!

No próximo ano ele aparecerá na semi autobiografia de Kenneth Branagh, intitulada Belfast, contracenando com Judi Dench e Ciarán Hinds, e Barb and Star Go to Vista Del Mar com Kristen Wiig.

O Awards Daily conversou com Dornan na véspera de estreia de Wild Mountain Thyme.

Awards Daily: O quão parecido com Anthony você é?

Jamie Dornan: Sabe, Frank, Eu sinto como se todos colocassem — particularmente nessa indústria — você está frequentemente se comportando bem ou mostrando sua melhor versão ou tentando acertar sempre. E a realidade é que as vezes você não quer fazer isso ou na verdade está disfarçando uma vergonha, uma inabilidade, uma falta de confiança… Então com Anthony, eu senti que foi uma solidificação de todas as minhas inseguranças passadas e peculiaridades que pude colocar nele e aperfeiçoar mais no que fizesse sentido para ele.

Nós temos vidas diferentes e diferentes trajetórias e diferentes formas, mas, de muitas formas, eu senti que poderia me ligar a ele e suas fraquezas das quais haviam várias – sua timidez crônica e esquisita… acho que tenho formas de mascarar ou formas de me sair dela as vezes, mas tive sorte de ter sido apresentado oportunidades… e cheguei a esse estágio. Com Anthony, ele não tem essas formas e dizeres. Eu definitivamente reconheço muito de mim nele.

AD: Emily falou sobre a repressão inerente na cultura Inglesa e Irlandesa. Foi algo que você também trouxe para ele?

JD: Sim, acredito que seja verdade, particularmente quando desafiado pelos americanos, por instância. Americanos tentem a ter mais confiança na forma de expressarem-se. Eu não acho que que isso seja novidade pra ninguém, essa é a situação. Por qualquer motivo, há uma leve repressão com as pessoas desse lado do mundo e admissão inquieta de que você é bom em alguma coisa ou tem boa aparência ou qualquer outra coisa… (risos) Não é fácil para as pessoas desse lado do mundo se elogiarem. Particularmente não sei porquê… mas eu definitivamente concordo com Emily que isso acontece de fato.

AD: Como o roteiro chegou a você?

JD: Email. [risos] Tenho sorte — muita, muita sorte na minha carreira. Estou em uma posição onde eu sou enviado algumas coisas e ofertas. Agora e depois eu recebo uma notinha da minha agente dizendo, ‘leia isso primeiro’. John Patrick Shanley traz um certo elemento de influência com ele. Nós estávamos conversando sobre o escritor ganhador do Prêmio Pulitzer, Oscar, Tony — todos por diferentes projetos, devo adicionar. Esse é muito importante. E eu era fã do Shanley antes e eu li e pensei, esse é um a das coisas mais estranhas que eu já li, mas eu amei e quero fazer. Estou apenas sendo franco. Eu acho que estou bem próximo da opinião de Emily Blunt sobre isso.

Eu nunca tive a oportunidade de interpretar um personagem como aquele, que é tão incerto de si mesmo. E de falar essas palavras, essas lindas palavras que eles falam, particularmente naquele terceiro ato inteiro do filme. Aquilo é uma cena de 25 páginas que eu e Emily tivemos na cozinha. É raro ter a oportunidade de dizer palavras que são como aquelas, então não tive que pensar muito sobre aceitar.

Eu arranjei um telefonema com Shanley e essas ligações geralmente duram uma hora ou uma hora e meia. Mas não é assim que ele funciona. Ele falou comigo por cerca de sete minutos. Eu disse a minha esposa, ‘vou falar com
John Patrick Shanley. Volto daqui há uma hora e meia’. Oito minutos depois eu estava em pé na cozinha e tipo, ‘bem, ele me quer para o papel e eu acho que vou aceitar’. [risos]

AD: Há uma química grande entre você e Emily.

JD: Valeu, cara. Você não consegue — eu acho que você pode manipular aquilo por si só. Todos nós provavelmente já tivemos que fazer aquilo várias vezes. Não é fácil de fazer aquilo. Você tem que trabalhar mais duro para vender aquela química em certos trabalhos e então às vezes ela está naturalmente ali. Tenho sorte de poder falar que Emily e eu tivemos ela naturalmente, sem restrição.

Quando nos conhecemos eu apenas sabia que teríamos. Acho que ambos sentimos isso. Nos encontramos socialmente algumas vezes. Emily e minha esposa são melhores amigas, então eu tenho estado no círculo da família Blunt antes e, tipo Emily Blunt, todos eles são ótimos, muito divertidos, uma família incrível para se ter por perto. Então sabíamos desde cedo que nos divertiríamos muito juntos e definitivamente tivemos.

AD: Me conte sobre trabalhar com Walken. Como foi e você conseguiu extrair algum discernimento quando conversando com ele no set?


JD: Sabe que até de ouvir você dizer isso eu acho tão legal que eu trabalhei com ele. Eu as vezes tenho que me beliscar para acreditar que Christopher Walken interpretou meu pai. É meio louco, você é uma criança que cresce assistindo e admirando e levemente obsessivo com algumas de suas performances – se alguém me contasse durante minha juventude que ele estaria interpretando meu pai um dia! É uma das coisa mais insanas.

Eu vou te falar que a melhor coisa pra mim, Frank, é que Chris estava apavorado e nervoso na verdade e é meio que igual a cada um de nós. O primeiro dia nós estávamos gravando as cenas da cozinha, eu, Dearbhla Molloy e Chris meio que sussurro pra Dearbhla que ele estava nervoso e eu ouvi. E Dearbhla falou tipo ‘você é a porra do Christopher Walken! [Risada alta] Se componha’. Eu acho que ele só precisava ouvir aquilo. Mas foi adorável para mim ver que alguém da sua estatura… ainda estaria ali, no seu primeiro dia, primeira tomada, apavorado, assim como todos nós. Aquilo foi revigorante de ver. E também um pouco alarmante — ’aí meu Deus, terei uma carreira inteira onde nunca vou relaxar?’.

AD: Dizem que os melhores atores sentem-se assim. Jane Fonda fala como ela sabia que ela ia se sair bem porque ela estava nervosa antes de cada performance.

JD: Eu quero dizer que eu acho que você tem que passar por isso… Quanto mais apavorado eu estou lendo um roteiro ou o que está prestes a acontecer, mais é um sinal de é a escolha certa… porque deveria ser desafiador. Você não quer aparecer no set tipo, ‘Ah, tenho tudo sob controle. Eu sou esse cara’. É por isso que eu nunca quero estar em uma situação onde eu esteja abalando nos filmes de ação em um ano, interpretando relativamente o mesmo personagem vazio. Eu gosto do desafio de habitar um mundo diferente e um mundo que você não está confortável nele, porque qual o objetivo de ser um ator se não está disposto a aceitar esses desafios?

AD: Isso me traz a sua trajetória carreira de distância. Você parece estar se distanciando dos grandes filmes de Hollywood como Robert Pattinson. Estou achando que é deliberado da sua parte.

JD: para ser honesto contigo, eu sinto que, nos últimos quatro ou cinco anos eu tenho feito isso, é onde os melhores roteiros estão ou onde eu acho que os roteiros mais interessantes estão — os mundos mais interessantes. As vezes diretores que eu acho intrigantes estão nesse mundo — aquele indie de orçamento de $5-15 milhões… Muito desses vem até mim porque eu fiz filmes maiores que esses… Eu acredito que há produtores interessantes de verdade por aí a fora que têm grandes histórias para contar e eu creio que as pessoas devem trazer o melhor de seus trabalho a esse nível, porque você não tem a luxúria do tempo e dinheiro para voltar e regravar e de fazer várias tomadas. Todos têm que dar o braço a torcer e fazer dar certo. E essa energia me anima.

Eu comecei lentamente no sistema de estúdio duas ou três vezes nos últimos anos e eu gostei de fazer aquilo e eu acho que você ainda precisa fazer isso, mas eu vou me esforçar e continuar me desafiando e fazendo papéis interessante nesse mundo indie também, porque estou levemente preocupado sobre esse mundo para ser franco com você, Frank, porque filmes independentes, particularmente depois do ano que tivemos, estão mais e mais difíceis de serem feitos.

Eu acabei de escrever um roteiro, durante a quarentena com um amigo e nos temos essa absolutamente incrível — continuo me beliscando — produtores no time e estamos prestes a começar o árduo desafio de tentar financiamento de fora do mundo do streaming. Se eles entrarem, ótimo, seremos vistos, mas é duro ter esses filmes vistos. E é triste porque eu não quero ter que chegar ao ponto onde os únicos filmes que você pode ver são pessoas usando capas… Me faria muito triste, de verdade. Mas tristemente acredito que é o caminho que estamos trilhando.

AD: Revendo a trilogia de Cinquenta Tons, o que você diria que foi sua melhor e pior memória?

JD: [risos] Pai amado. Isso poderia ser uma grande exposição. [pausa] A melhor e pior coisa foi quase no mesmo momento: finaliza-lo. Encerar em Paris — quando de fato encerramos a trilogia — Dakota e eu nos abraçamos, e nós tínhamos passado por essa experiência louca. E foi o melhor de poder ter fechado bem. Sim, foi uma situação caótica mas que fez muito dinheiro. E esses filmes foram feitos para os fãs e eles amaram. E essa foi a satisfação de ter passado por isso e Dakota e eu mantivemos a grande amizade que tivemos do começo ao fim — nós temos muito respeito um pelo outro. Então esse foi o melhor momento e foi meio que o pior no sentido de que essa louca, insana experiência (ia acabar) e você faz amigos para a vida toda e é triste porque chega ao fim. Mas eu também estava muito feliz em chegar ao outro lado e animado para o que aconteceria depois.

AD: Eu te ovaciono na sua diplomaria ao responder essa pergunta.
[Dornan cai na risada.]

AD: Você pode me falar sobre Belfast?

JD: Eu provavelmente não posso falar muito sobre ele ou Kenneth Branagh não vai ficar nada feliz, mas é uma história muito íntima para Ken. Muitas pessoas não se dão conta de que ele nasceu em Belfast e foi criado lá até os 9 anos de idade e saiu de lá quando The Troubles* aconteceram em 1969. Então tem um elemento disso na história. Eu fui muito sortudo de poder gravar algo durante a pandemia. Foi uma diversão e alegria. Sou um grande fã do Branagh. Novamente, de Christopher Walken interpretando meu pai em Wild Mountain Thyme, eu fui para Ciarán Hinds e Dame Judi Dench interpretando meus pais em Belfast! Estarei assistindo semana que vem e mal posso esperar para as pessoas assistirem.

*O Conflito foi uma luta por direitos civis que aconteceu no norte da Irlanda em um combate entre as Forças Armadas Britânicas, os Republicanos Irlandeses e os Lealistas do Ulster. Em 1972 houve o massacre de Bogside, que gerou a música Bloody Sunday da Banda U2.

Fonte: Awards Daily, Dezembro 2020.

Jamie Dornan Builds Indie Cred with Whimsical ‘Thyme’


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