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Los Angeles Times

By Emily Zemler
23.11,2021

Para Jamie Dornan e Caitríona Balfe, fazer ´Belfast´ foi como voltar para casa. Quando o roteirista e diretor Kenneth Branagh contatou os atores irlandeses sobre seu novo drama em meio ao confinamento da pandemia no ano passado, foi uma decisão fácil a ser tomada.

“Foi uma bela abordagem daquele lugar e das pessoas daquela época da história”, lembra Dornan, falando com a sua co-estrela, Balfe, durante o Festival de Cinema de Londres. “Havia uma positividade muito dinâmica em torno de toda a ideia do projeto – com quem Ken já estava falando com a outra parte elenco. Era a sensação de que esse presente, de verdade, havia recaído sobre mim.”

“Lembro-me do meu agente me ligando e dizendo: Olha, tem esse projeto e estes são os que estarão fazendo parte disso e estes são aqueles que já estão comprometido’”, acrescenta Balfe. “Ele estava tipo, ‘vou mandar isso para você ler’. Eu estava tipo assim ‘vou dizer sim mesmo antes de ler isso’. É um roteiro tão lindo. A maneira como Ken escreveu, havia muito amor e tanta emoção embutido nele. Eu estava procurando algo para fazer na Irlanda já há um bom tempo – fiquei pensando vamos filmar isso na Irlanda. Após ler o roteiro, eu estava me debulhando em lagrimas no final.”

“Belfast”, que na verdade foi filmado no outono do ano passado em Surrey, Inglaterra, é uma história profundamente intimista para Branagh, que baseou esse roteiro em sua própria vida em Belfast durante “The Troubles” (Os Conflitos). O filme se passa em 1969, quando o conflito, que durou 30 anos, na Irlanda do Norte começou a afetar as comunidades da cidade. Seguindo-se de perto um jovem chamado Buddy, interpretado por Jude Hill, quando ele percebe que sua vizinhança mais próxima pode não ser mais o lugar seguro que ele sempre conheceu.

Dornan e Balfe interpretam os pais de Buddy, apelidados de “Pa‘’ e ‘Ma’, respectivamente, eles estão acompanhados por Ciarán Hinds e Judi Dench, como sendo os pais do ‘Pa’, cuja relação de décadas demostra o afeto genuíno e certa comicidade. A conexão familiar entre os atores não foi criada; o elenco viveu em uma bolha (Covid Free) durante as filmagens e encontraram em si um verdadeiro senso de comunidade – com a ajuda do Branagh.

“No primeiro dia de ensaio, Ken levou Jamie, Judi e eu para uma sala”, lembra Balfe. “Ele apenas nos fez diversas perguntas sobre nossa infância, sobre nossos pais, sobre como reagiríamos a diferentes situações ou como nossos pais reagiriam às diferentes situações. Instantaneamente, assim, todos nós sabíamos algo muito íntimo um do outro. Isso quebrou muitas barreiras e criou uma ligação instantânea. Ele é muito sagaz, Ken. De uma forma sutil, ele explicava as coisas que ele queria que você começasse a pensar ou em trazer para a tua atuação, sem dar a parecer que ele estivesse orquestrando isso. “

Balfe, que cresceu a cerca de 90 minutos fora de Belfast, e Dornan basearam-se em suas próprias experiências da época na qual cresceram na Irlanda do Norte, para encontrar em si o conflito de emoções de seus personagens. A história de Branagh sobrepõe os momentos de alegres celebrações, as tensões conjugais e aos tumultos políticos sociais, permitindo que ´Ma´ e `Pa` vivenciassem uma gama complexa de reações à margem da sua situação.

“Isso está concentrado no início de um conflito específico que durou por 30 anos, um conflito que teve uma grande influência em nossas vidas”, diz Dornan. “Nós dois nascemos dentro disso. Isso é algo que nos moldou, crescendo em um ambiente de conflito e um ambiente de pós-conflito, que ainda hoje é assim. É um mundo que reconhecemos em grande escala na comparação com outros mundos que tentamos habitar com o nosso trabalho.”

Os atores analisaram as entrevistas no YouTube e as notícias do final dos anos 60 e se divertiram com a série “Pop Goes Northern Ireland” da BBC Two.

“Há tantas filmagens daquela época de pessoas reais”, observa Balfe. “Você os ouve falando e discutindo. Foi muito emocionante voltar e assistir a todas essas coisas. Ver o início de algo que durou tanto tempo e ainda não foi resolvido, há uma certa tristeza nisso.”

Em conjunto com a orientação cuidadosa de Branagh, Balfe e Dornan houve uma familiaridade imediata um com o outro, o que ressoou em todas as suas atuações. Apesar do elenco como todo, o trabalho deles parece inegavelmente feito a quatro mãos.

“Ken montou o seu elenco de forma inteligente”, diz Dornan. “Ele reuniu pessoas que achava que fizessem sentido juntas, em termos de energia, com base em quaisquer algoritmos que ele tenha em sua mente. Às vezes, você trabalha com pessoas onde é difícil fazer parecer que vocês são amigos, que vocês têm um relacionamento ou o que quer que seja. Mas nós simplesmente demos certo.”

Balfe responde: “Você e eu temos uma abordagem muito semelhante no que fazemos. Você faz toda a sua pesquisa e toda a sua preparação e a seguir quando está set é como ‘Vamos atuar. Não vamos pensar demais nisso. Não vamos fazer isso ser mais difícil do que precisa ser. ‘Você simplesmente está ali, está aberto e pronto para tentar o que for necessário.”

Os dois tem plena ciência de que este é um projeto único, embora todos os envolvidos levaram este trabalho a sério, mas, foi também uma das experiências mais alegres que a dupla já teve no set.

“Quero me divertir o tempo todo no trabalho – você não se torna um ator para perder isso”, diz Dornan. “Algumas coisas que você faz no papel provavelmente não são tão divertidas, mas, esta é uma daquelas coisas que nos pareceu que você deveria rir e nós realmente rimos”.

Fonte: Los Angeles Times, Novembro.

Tradução: Carla Santelli – JDBR

Notícia postado por Carla Santelli
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