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Sejam bem vindos ao Jamie Dornan Brasil, sua principal fonte de notícias sobre o ator Jamie Dornan – mais conhecido pel oseu papel de Grey, em Cinquenta Tons de Cinza – no país. Aqui você encontrara informações sobre seus últimos projetos, entrevistas traduzidos, uma galeria refleta de fotos e muito mais. Não somos o Jamie e não possuímos qualquer contato com o mesmo. Não temos contato com seu agente, amigos ou familiares. Site de fãs para fãs, sem fins lucrativos. Todo o conteúdo encontrato neste site pertence ao JDBR até que seja mostrado ao contrário. Aproveite todo o conteudo disponível e volte sempre!

Segundo Kyle Buchanan, New York Times “The Projectionist”, após os festivais de cinema de outono, vários concorrentes importantes surgiram e lideram a corrida, isso inclui “Belfast”. Estas são as previsões até o momento: Melhor Filme e Melhor Diretor.

Saindo dos festivais de cinema do outono, três filmes se estabeleceram como candidatos significativos. Um dos mais bem posicionados é “Belfast”, de Kenneth Branagh, que ganhou o People’s Choice Award no Festival Internacional de Cinema de Toronto, um termômetro populista anteriormente obtido por campeões de filmes como “Nomadland”, “Green Book” e “12 Years a Slave”. Além dos prêmios do público no 44 Festival de Cinema de Mill Valley, Truly Moving Picture Award e em Middleburg Film Festival em “Best Narrative Film”, sendo a mais importante categoria da competição. Sem dúvidas um sucesso né?

O filme, que recria o período de tumultos políticos da Irlanda do Norte pelo olhar de um menino de uma família da classe trabalhadora, foi considerado “um dos melhores do ano, sem dúvida”, pelo veteraníssimo crítico Pete Hammond no site Deadline. “Belfast” é estrelado por Jamie Dornan e Caitriona Balfe como os pais da família, juntamente com Ciarán Hinds e a vencedora do Oscar Judi Dench como os avós paternos e tem tudo para agradar ao público e os eleitores do Oscar.

Além do favoritismo do longa e da recente campanha do elenco para o SAG Awards e Oscar, Kenneth Branagh surge como o favorito para vencer em Melhor Direção. Adorado pela indústria por toda sua versatilidade comprovada nas cinco indicações ao Oscar em cinco categorias diferentes, ele ainda realiza uma obra pessoal com muita poesia e beleza que está conquistando todo mundo por onde passa.


Jamie Dornan, Ciarán Hinds e Jude Hill em Belfast movie (Focus Features)

Veja abaixo algumas das previsões:


Melhor ator

Will Smith e Denzel Washington foram frente a frente uma vez no Oscar, quando a atuação de Smith em “Ali” perdeu para um Washington vulcânico no “Dia de Treinamento”. Esta temporada oferece uma revanche e tanto, já que o trabalho de especialista de Washington em “The Tragedy of Macbeth” pode ser a única ameaça real para Smith ganhar seu primeiro Oscar, por “King Richard”.

Outros candidatos a melhor ator incluem o ator infantil Jude Hill em “Belfast”, Nicolas Cage por uma aclamada participação em “Pig”, um all-in de Andrew Garfield na adaptação de Lin-Manuel Miranda do musical “Tick, Tick … Boom!” e vários protagonistas independentes na esperança de chamar a atenção do Oscar…

Conforme relatado pela Variety, se Jude Hill fosse indicado por seu papel em ‘Belfast’, ele seria o segundo ator mais jovem já indicado desde Jackie Cooper, que foi reconhecido pela comédia clássica de Norman Taurog ‘Skippy’ (1930-31) na quarta cerimônia do Oscar.

Melhor atriz

A competição inclui duas outras vencedoras do Oscar, Jennifer Hudson (“Respeito”) e Penélope Cruz (vencedora de melhor atriz em Veneza por “Parallel Mothers” de Pedro Almodóvar), bem como a duas vezes indicada Jessica Chastain, que será prejudicada pela recepção moderada de seu filme biográfico “The Eyes of Tammy Faye”.
Mas há várias mulheres que poderiam conseguir suas primeiras indicações, incluindo Kristen Stewart por “Spencer”, Caitriona Balfe como a matriarca de “Belfast”, Tessa Thompson no drama de corrida “Passing” e a vencedora de Melhor atriz em Cannes, Renate Reinsve na comédia dramática de relacionamento totalmente charmosa “A Pior Pessoa do Mundo”.

Melhor Ator Coadjuvante

Para quem irá?

Esta categoria está atualmente desprovida de um concorrente peso-pesado, o que significa que pode permanecer aberta durante toda a temporada, a menos que uma apresentação de fim de ano apareça para estragar a festa.
Mas mesmo que ninguém neste grupo tenha tido um papel que automaticamente sugará prêmios, ainda há muito trabalhos bons por ai. Os maiores casas produtoras de filmes deste ano apresentaram grandes desempenhos coadjuvantes, incluindo Jon Bernthal como treinador de tênis em “King Richard”, Kodi Smit-McPhee como o filho astuto de Dunst em “The Power of the Dog” e Jamie Dornan e Ciarán Hinds como o homens da família em “Belfast”.


Melhor atriz coadjuvante

São esperados prêmios pela dolorosa Kirsten Dunst em “The Power of the Dog”, que concorrerá com pessoas como Aunjanue Ellis como a esposa de Will Smith em “King Richard”, a bruxa Kathryn Hunter em “The Tragedy of Macbeth”, Ann Dowd para o drama de tiroteio escolar “Mass”, e “In the Heights” abuela Olga Merediz (se o musical conseguir pegar um novo fôlego). Mas duas veneradas ganhadoras de Oscar também deveriam estar na corrida: Judi Dench como a avó vigilante em “Belfast” e Marlee Matlin como uma mãe não convencional em “CODA”.

Além disso, segundo Clayton Davis, da Variety “The Collective”, Belfast está com previsão de disputa nas nove nove categorias a seguir:

Melhor Filme

“Belfast” (Focus Features)
• “Being the Ricardos” (Amazon Studios)
• “C’mon C’mon” (A24)
• “Dune” (Warner Bros.)
• “King Richard” (Warner Bros.)
• “Licorice Pizza” (United Artists Releasing/MGM)
• “The Power of the Dog” (Netflix)
• “Tick, Tick…Boom!” (Netflix)
• “The Tragedy of Macbeth” (A24/Apple Original Films)
• “West Side Story” (20th Century Studios)

Melhor Diretor

Kenneth Branagh
“Belfast” (Focus Features)

• Paul Thomas Anderson
“Licorice Pizza” (United Artists Releasing/MGM)
• Jane Campion
“The Power of the Dog” (Netflix)
• Reinaldo Marcus Green
“King Richard” (Warner Bros)
• Denis Villeneuve
“Dune” (Warner Bros.)

Melhor Atriz Coadjuvante

Caitriona Balfe
“Belfast” (Focus Features)

• Ann Dowd
“Mass” (Bleecker Street)
• Kirsten Dunst
“The Power of the Dog” (Netflix)
• Aunjanue Ellis
“King Richard” (Warner Bros.)
• Regina King
“The Harder They Fall” (Netflix)
Melhor Roteiro Original
• “Belfast” (Focus Features)
Kenneth Branagh
• “Being the Ricardos” (Amazon Studios)
Aaron Sorkin
• “C’mon C’mon” (A24)
Mike Mills
• “The Harder They Fall” (Netflix)
Jeymes Samuel, Boaz Yakin
• “Licorice Pizza” (United Artists Releasing/MGM)
Paul Thomas Anderson


Melhor Direção de Arte

“Belfast” (Focus Features)
Jim Clay, Claire Nia Richards

• “Dune” (Warner Bros)
Patrice Vermette, Richard Roberts, Zsuzsanna Sipos
• “The French Dispatch” (Searchlight Pictures)
(a ser anunciado)
• “Nightmare Alley” (Searchlight Pictures)
Tamara Deverell, Shane Vieau
• “The Tragedy of Macbeth” (A24/Apple Original Films)
Stefan Dechant, Nancy Haigh

Melhor Fotografia

“Belfast” (Focus Features)
Haris Zambarloukos
• “Dune” (Warner Bros)
Greig Fraser
• “The Power of the Dog” (Netflix)
Ari Wegner
• “tick, tick…Boom!” (Netflix)
Alice Brooks
• “The Tragedy of Macbeth” (A24/Apple Original Films)
Bruno Delbonnel

Melhor Figurino

“Belfast” (Focus Features)
Charlotte Walter
• “Dune” (Warner Bros)
Jacqueline West
• “Licorice Pizza” (United Artists Releasing/MGM)
Mark Bridges
• “Spencer” (Neon)
Jacqueline Durran
• “The Tragedy of Macbeth” (A24/Apple Original Films)
Mary Zophres

Melhor Edição

“Belfast” (Focus Features)
Úna Ní Dhonghaíle
• “Dune” (Warner Bros)
Joe Walker
• “King Richard” (Warner Bros.)
Pamela Martin
• “The Power of the Dog” (Netflix)
Peter Sciberras
• “Tick, tick…Bo

Melhor Edição de Som

“Belfast” (Focus Features)
• “Dune” (Warner Bros)
• “The Power of the Dog” (Netflix)
• “Tick, tick…Boom!” (Netflix)
• “West Side Sto

As indicações para o Oscar de 2022 devem ser anunciadas em 8 de fevereiro do próximo ano.

Fontes e trechos: NY Times, outubro 2021. I Variety, outubro 2021.


Por Peter Bradshaw – The Guardian.

Existe um calor e uma ternura incríveis no filme autobiográfico elegíaco de Kenneth Branagh sobre a Belfast da sua infância: vibrantemente escrito, lindamente interpretado e filmado em um monocromático luminoso, com cenários, madeleines e epifanias que parecem uma versão mais emoliente de Terence Davies . Alguns podem achar que o filme é sentimental ou que não se enquadra no modelo de furia política e desespero considerado apropriado para os dramas sobre a Irlanda do Norte e os Problemas. E sim, certamente há uma colherada de doçura (ou duas) nesta mistura, com uma pitada obrigatória de Van Morrison na trilha sonora. Há uma cena culminante importante sobre como desarmar um atirador no meio de uma rebelião, quando você não possui uma arma, que deve ser indulgentemente caridoso.

Mas este filme tem uma generosidade emocional, sagacidade e aborda um dilema daquele tempo que nem sempre foi compreendido: quando e se devemos fazer as malas para sair de Belfast? É uma questão compreensível de sobrevivência ou abandono da cidade natal amada aos extremistas? (Revelação completa: meu próprio pai deixou Belfast e foi para a Inglaterra, embora isso muito antes dos tempos deste filme.)

Estamos em 1969 e Jamie Dornan interpreta um homem que vive no norte de Belfast, num distrito predominantemente protestante, mas ainda com algumas famílias católicas. Ele é um encantador homem pacato, que passa o seu tempo na Inglaterra durante boa parte da semana, fazendo trabalho de carpintaria especializada e atormentado com a necessidade de pagar os impostos.

Quando sua muito martirizada esposa (Caitríona Balfe) escreve para a Receita Federal pedindo confirmação de que sua dívida foi finalmente quitada, isso leva as autoridades a examinar mais a fundo seus negócios obscuros e decidem que ele deve mais quinhentas libras. Este é um momento horrivelmente tão sem glamour, nada cinematográfico, que certamente deve vir da vida real. À familia incluem-se dois meninos, o mais velho Will (Lewis McAskie) e o mais jovem Buddy, interpretado pelo novato Jude Hill, cuja incompreensão atordoada e com seus olhos arregalados dá o tom ao filme. Os avós vivem com eles sob o mesmo teto e são interpretados com uma doçura encantadora por Ciarán Hinds e Judi Dench (esta última da umas pitadas em todas as cenas, acalmando os homens com seus comentários piadistas por detrás de seu exemplar do “People’s Friend”).

A violência explode quando os endurecidos sindicalistas expulsam os católicos de suas casas e montam barricadas para proteger seu novo feudo contra a retaliação republicana – um gangsterismo que exige pagamentos das famílias locais, executado pelo valentão Billy Clanton (Colin Morgan), mais ou menos pragmaticamente aceito pelo homem local Frankie West (uma grande participação especial de Michael Maloney), mas ressentido com o personagem de Dornan. Ele começa a mostrar para sua esposa e filhos brochuras de assistência a emigrantes em Vancouver e Sydney: lugares fora do alcance dos terroristas e do cobrador de impostos, mas tão estranhos a eles que poderiam muito bem ser exibidos no Star Trek, o qual assistem os meninos na TV todas as semanas. E o pobre Buddy precisa continuar com sua vida, o que envolve muitos anseios não correspondidos por uma garota da sua sala de aula.

Jude Hill como Buddy. Fotografia: Rob Youngson / Focus Features

O filme alterna com facilidade da casa para a rua, para a sala de aula, para pub e de volta para casa, e talvez seja mais completo e rico quando nada especificamente trágico ou relacionado a problemas está acontecendo. Adorei a cena em que Buddy é ensinado a dizer o que falar se um estranho exige saber se ele é protestante ou católico: ele mente ou blefa com a verdade? (Eu me lembrei da rotina de Dave Allen sobre o que acontece se você tenta ficar encima do muro e alegar que é judeu – o homem duramente retruca: “Você é um judeu protestante ou um judeu católico?”)

A família consegue um pouco de escapismo através do cinema: Raquel Welch no seu biquíni peludo no filme Um milhão de anos AC, o carro voador caindo em um penhasco em Chitty Chitty Bang Bang, High Noon na TV. Há uma ida deles ao teatro para ver A Christmas Carol; o falecido John Sessions tem sua última atuação no teatro de Belfast, Joseph Tomelty, interpretando o fantasma de Marley. Mas, inevitavelmente, Buddy se envolve em algumas encrencas: surrupiando uma barra de delícia turca e depois se envolvendo na subtração de uma caixa de sabão em pó de um supermercado que fora atingido por um motim.

Não é o mais correto dizer que existe um traço de inocência no pesadelo deste filme, mas certamente há um traço de normalidade e até de banalidade, que assume seu próprio tom surreal. Cartas de amor ao passado são sempre endereçadas a uma ilusão, mas aí está essa sedutora peça de criação dos mitos de Branagh.

Belfast será exibido no festival de cinema de Londres e será lançado em 12 de novembro nos Estados Unidos e 25 de fevereiro no Reino Unido.

Fonte: The Guardian, Outubro 2021.

Escrito por: Peter Bradshaw (twitter: @ PeterBradshaw1)

Traduzido por: Carla Santelli (instagram: @carla_santelli)


Hunger Magazine ouve dois dos maiores talentos da Irlanda do Norte discutindo seu processo, filmando juntos em sua cidade natal, Belfast, e como é realmente trabalhar com a lenda da atuação Judi Dench.

“Estou me escondendo em nossa lavanderia”, disse Jamie Dornan quando questionado sobre seu paradeiro. Eu esperava uma resposta mais extensa: Jamie está em Adelaide, Austrália, filmando The Tourist, mas essa admissão de ter a experiência de todos os pais de tentar encontrar um lugar tranquilo em uma casa cheia de filhos (ele tem três filhas com sua esposa, a compositora Amelia Warner) é incrivelmente honesta.

Ele e eu estamos conversando no Zoom enquanto esperamos que o senhor Kenneth Branagh se junte à chamada (para registro, Branagh não está atrasado, Jamie está adiantado). Jamie está no Sul da Austrália há mais de quatro meses, trabalhando em uma nova série de seis episódios para a BBC. Parece implacável – este é apenas o seu terceiro dia de folga em 75 dias. “Foi muito completo para mim”, diz ele. “Estou muito mais grisalho do que quando vim para cá, minha barba (que é impressionantemente volumosa) está ficando muito grisalha e sinto que envelheci.”

Foi um ano inteiro para o ator da Irlanda do Norte, ponto final. Depois do primeiro confinamento, que em seu Instagram foi muito semelhante à experiência de muitos outros pais de crianças pequenas (se você sabe, você sabe), ele estava muito ocupado no trabalho. Antes de começar a trabalhar em seu trabalho atual, sua brilhante atuação cômica em Barb e Star Go to Vista Del Mar chegou às telas no início deste ano com ótimas críticas e, antes disso, assim que o confinamento terminou, ele se juntou à alegre equipe de Branagh de atores para filmar o filme semi-autobiográfico do diretor Belfast.

“Nos conhecemos pelo Zoom”, explica Jamie. “Obviamente, teríamos nos conhecido pessoalmente se não fosse por esses tempos da Covid, mas eles me enviaram o roteiro, conversamos pelo Zoom e a próxima vez que vi foi nos ensaios. Na verdade, eu tinha feito um teste para um papel em Thor no passado, aquele que Ken dirigiu. Não foi bem porque foi um teste de merda e não consegui conhecê-lo no processo, mas fiz uma fita que posso ou não tem visto.”

E como foi finalmente trabalhar com ele?

“É ótimo poder trabalhar com ele nisso”, diz Jamie com entusiasmo. “Poucas pessoas sabem que Ken é de Belfast, elas não sabem que ele morou lá até os nove anos e seus pais eram da classe trabalhadora do norte de Belfast. Eles estão todos muito orgulhosos dele em casa; por ter feito o que ele fez significa muito.

Como um sinal, Branagh aparece em nossas telas, pontual e com uma aparência invejável por volta das 9h de uma manhã de domingo. Os dois não se viram desde o fim de Belfast, então fique por dentro do trabalho atual de Jamie antes que Branagh adicione o entrevistador à sua lista de talentos.

Kenneth Branagh: Então, como você descreveria seu processo, Jamie, ao se preparar para uma função ou ao fazer as criações reais do processo?

Jamie Dornan: Gosto de sentir que sou o mais maleável que posso ser, ao mesmo tempo que me convenço de que estou realmente pronto e pronto. Eu sinto que você só pode se sentir livre se você se esforçar, mas muitas vezes o trabalho que você fez é perdido pela janela no primeiro dia porque todo o ambiente de trabalho parece diferente do que você imaginou. É quando você espera saber instintivamente como ser e como superar essas situações. Acho que é um verdadeiro teste e é isso que adoro fazer isso para viver, o medo constante que você tem de não estar realmente preparado para fazer o seu trabalho (risos).

Kenneth Branagh: Você tem o mesmo instinto quando lê o roteiro? Você é do tipo de pessoa que sabe na primeira lida que o personagem parece muito próximo de ti, ou você se sente atraído quando é muito distante de ti? O que te prende na primeira leitura?

Jamie Dornan: Eu acho que você não acaba no set se ele não te pegar de alguma forma. É raro que ele tenha que ser realmente coagido ou convencido de que deveria fazer um trabalho; ser atraído para uma função é um pré-requisito. Eu venho de uma posição de privilégio muito forte, onde tenho um pouco de escolha sobre o trabalho que faço e posso dizer não às coisas, então na maior parte só acabo nos sets porque realmente quero estar lá e realmente acredito no que estamos tentando criar. Não há nada melhor do que ler um roteiro e sentir que você é a única pessoa que pode trazê-lo à vida. Isso acontece às vezes e é muito emocionante, mas, novamente, acontece com aquele balbucio constante com seu eu interior, onde depois de se convencer de que tem que ser você, no primeiro dia você está se cagando e questionando por que eles não o fizeram não considerou outro cara.

Kenneth Branagh: Então, quando você participa da experiência e pode ser um pouco diferente do que você esperava e começa a se questionar, você tem uma rotina para se acalmar?

Jamie Dornan: Não, não acho, embora eu seja alguém que provavelmente se beneficiaria com a meditação ou algum momento zen tranquilo. Você já passou bastante tempo comigo para saber que tenho muita energia, o tempo todo. Sempre quero me mexer, bater um papo com as pessoas. Às vezes eu escolhi interpretar personagens que são muito quietos, muito reservados, e eu acho muito difícil fazer isso, muitas vezes por causa do que eu quero dar fisicamente.

Kenneth Branagh: Bem, uma das coisas que notei sobre você foi que, embora você obviamente tenha toneladas de energia positiva e venha com uma espécie de franqueza, toda vez que te via fazendo algo físico, você ficava muito focado. Um de nossos atores [em Belfast] era um jovem jogador de golfe e, quando vocês jogavam golfe juntos, percebi que havia um estado de espírito diferente assumindo o controle, um certo tipo de abordagem que era bastante zen. Foi bastante revelador e sinto que, mesmo que você não medite, você alcança essa calma de outras maneiras.

Jamie Dornan: Sim, como todos os meus atores favoritos com quem já trabalhei, nunca tive problemas em dizer: “Ok, ok, eu sei o que me espera aqui, apenas coloque sua cabeça no jogo.” Não é algo que tentei imitar dos outros, é apenas algo que observei. Alguns atores incríveis podem contar sobre o jantar que tiveram na noite anterior com verdadeiro entusiasmo, delirando sobre um molho de macarrão e então é como, “E ação”, e eles estão dentro.

É relaxante, é libertador falar bobagens entre as tomadas, e me sinto muito feliz por poder, aparentemente, falar e me distrair e então me concentrar quando o trabalho precisa ser feito. Como eu disse, muitos atores brilhantes com quem trabalhei, mas me lembro do início da minha carreira, trabalhei com alguns atores que realmente se batiam antes de suas cenas, fazendo sons engraçados e girando. Isso realmente me estressou, mas você também está assistindo e dizendo: “Eu deveria fazer isso? Não quero me bater, isso não parece divertido.”

Kenneth Branagh: Acho que manter essa sensação de alegria é uma forma muito séria de permanecer aberto e espontâneo. E todos esses golpes, embora possam funcionar para algumas pessoas, às vezes produzem esse tipo de atuação muito premeditada que você sente que não está totalmente aberto para o que o outro ator está fazendo ou para a espontaneidade da cena.

Jamie Dornan: Sim, exatamente. Eu não senti que precisava tirar o desempenho do meu peito.

Kenneth Branagh: Houve um tempo em que você teve uma sensação de euforia por atuar quando soube, “Isso é o que eu quero fazer”?

Jamie Dornan: Teria sido cedo para mim. Ele não era aquele garoto que cresceu querendo ser ator, mas provavelmente teria sido quando ganhei o prêmio de drama na escola. Eu tinha dez anos e representava a viúva Twankey no teatro.

Kenneth Branagh: Você deve fazer de novo!

Jamie Dornan: (risos) Foi 100% meu melhor desempenho. Tínhamos uma faxineira chamada Nellie Morgan que morava em Short Strand, um forte nacional republicano no extremo leste de Belfast, um lugar muito louco na cidade, e ela era dura como pregos, incrível, e ela costumava andar uma hora e meia de Short Strand a Holywood, onde morávamos, para cima e para baixo, independentemente do tempo. Basicamente, interpretei a Viúva Twankey como Nellie.

Acho que só fizemos dois shows, mas ainda me lembro daquela agitação de estar no palco, essencialmente perdendo tempo em um vestido e recebendo esse feedback incrivelmente poderoso e muito visceral. Esse ainda é o único prêmio que ganhei na escola. Então eu acho que provavelmente foi naquela época. Mas digo o que não me lembro daquelas duas noites: sem medo. Não me lembro de ter ficado com medo então. Agora estou sempre com medo, mas gosto disso.

Kenneth Branagh: Então você teve aquela sensação de alegria de atuar, mas em algum momento, após o grande sucesso de Widow Twankey, você sabia que queria ser ator?

Jamie Dornan: Eu gostava de atuar na escola, fiz teatro no GCSE. Foi o A (aprovação) mais fácil que você conseguiu, essa foi parte do motivo pelo qual eu fiz isso, era um A. garantido. Mas eu tive que tomar uma decisão depois disso, porque você não podia jogar rúgbi nos primeiros 15 anos e fazer drama também – os ensaios e o treinamento não combinavam. Escolhi o rúgbi, que levei muito a sério. Então, quando me mudei para Londres, embora tivesse feito um pouco de teatro juvenil fora da escola, senti como se estivesse longe do teatro há muito tempo. Eu não tinha muitos planos quando me mudei para Londres. Para ser honesto, nunca fui um grande planejador, mas sabia que só precisava ir para Londres.

E então comecei a modelar. Fiz isso com relutância, mas rapidamente começou a decolar em grande escala para mim e você não vai pular daquele trem porque ele está indo na direção certa. Sempre me perguntei se ainda poderia atuar, mas uma coisa é pensar que você pode fazer, e outra é sentir que pode fazer disso uma carreira.

Kenneth Branagh: Certamente. Foi um ótimo trabalho de todos, brilhantemente escrito, dirigido e atuado, e acho que você ajudou a entender esse personagem de uma forma tão complicada e envolvente. A série inteira, e o que você fez nela, deixou as pessoas inquietas, mas de alguma forma também respeitou os indivíduos e famílias que estão perdidos de uma maneira tão terrível. Não embelezou ou sensacionalista, mas se envolveu com o que torna o potencial de tal personagem, que pode ser tão envolvente e, ao mesmo tempo, tão repelente e passar de um para o outro sem esforço. Foi uma obra de arte maravilhosamente confrontada. Então, depois de fazer The Fall, que foi um grande sucesso de crítica, você assume o papel de Christian Grey. Então o que você estava pensando? Você pode nos dar um pequeno resumo do seu entendimento sobre o que pode acontecer e como isso pode afetá-lo?

Jamie Dornan: É engraçado, nunca vou esquecer que quando concordei em interpretar Christian Grey, The Guardian escreveu um artigo baseado unicamente em como foi ruim assumir esse papel (risos).

Kenneth Branagh: De verdade?

Jamie Dornan: A página inicial do meu Safari era o site do Guardian. Lembro-me de abri-lo e vê-lo ali, e foi basicamente como, “O que Jamie Dornan está fazendo, tendo construído essa credibilidade com The Fall? Ele está perdendo tudo com uma decisão.” Entendi, estamos falando de livros que foram amados por muitos, mas foram destruídos pela crítica. Portanto, é uma sensação muito estranha entrar em um trabalho sabendo que você vai trabalhar duro e fazer o seu melhor, mas também sabendo que os críticos terão uma chance de sucesso porque você se mantém fiel aos livros.

Mas gosto do risco. E estar em uma franquia de filmes que rendeu tanto dinheiro foi benéfico para minha carreira? Cem por cento. E me deu a liberdade de fazer todos os filmes independentes incríveis que fiz nos últimos seis ou sete anos que não poderia ter feito de outra forma.

Kenneth Branagh: Pelo que vale a pena, eu abri muitas páginas iniciais no passado e olhei em jornais que me disseram o quão infeliz foi a decisão que tomei ou deram sua última opinião sobre o que pensavam sobre meu trabalho e, acredite em mim, há um. ampla gama de opiniões diferentes, mas é apenas uma opinião.

Jamie Dornan: Sim, e me senti realmente preparado para aceitar qualquer crítica ou qualquer aspecto negativo da fama lançado sobre mim porque eu tinha a base no lugar. Naquela época, eu tinha conhecido minha esposa e estávamos começando uma família, e eu tinha feito 30 anos. Eu me sentia como “Estou bem, sou doce, todas essas coisas boas são sólidas na minha vida. Então, atire, eu vou aguentar tudo o que vier.”

Kenneth Branagh: Sobre família, você teve a gentileza de vir e participar de uma história sobre famílias em sua cidade natal. Então, sem corar, gostaria de perguntar sobre meu filme Belfast e como você se sentiu em relação a isso.

Jamie Dornan: Espero que isso te faça corar, porque a oportunidade de trabalhar em Belfast com você … Foi quase como se alguém tivesse embalado esse trabalho perfeito. Você no comando e poder trabalhar com outros atores pelos quais tenho a maior admiração e respeito: Judi Dench e Ciarán Hinds. E é literalmente chamada de Belfast, a cidade onde nasci e cresci.

O roteiro foi muito bem elaborado, e o que adoro no que você escreveu e no que criamos, é que se trata das próprias pessoas, as pessoas duras, divertidas e amorosas daquela cidade. Isso é o que você capturou tão lindamente, eu acho, e você não vê isso com frequência. Achei que você trouxe à tona o lado humano do povo de Belfast. E foi muito emocionante poder fazer essa jornada com você.

Kenneth Branagh: Bem, eu agradeço, e uma das coisas que foi muito comovente foi a reação ao nível de autenticidade do roteiro e do filme dos poucos que o viram. Então, a experiência foi como você esperava?

Jamie Dornan: Eu olho para trás, para a experiência de filmar aquele filme, e foi simplesmente feliz. E foi isso, de novo, vou fazer você corar, criado por você. Tive uma grande sensação de calma durante aquele trabalho e foi uma das únicas vezes em que não fiquei tão apavorado como de costume. Havia algo sobre isso, parecia tão perto de casa. Eu senti como se estivesse tentando representar alguém que eu conhecia bem, cercado por pessoas que conheci em minha vida.

Kenneth Branagh: E eram pessoas como Judi Dench e Ciarán Hinds exatamente como você os imaginou?

Jamie Dornan: Esses caras eram muito divertidos. Judi tem um lado tão atrevido e engraçado, tão travesso. Não fica maior do que Judi, não é? Houve uma cena em que eu estava sentado com ela no cinema e pensando: “Isso é uma coisa única na vida”, enquanto também me divertia com o fato de que ela quase não tinha visto nenhum filme. Estávamos assistindo Chitty Chitty Bang Bang na cena, que ela me disse que nunca tinha visto. Ela disse que nunca foi uma grande fã de cinema, porque foi ver o Bambi quando criança e isso a marcou para a vida toda.

Kenneth Branagh: (rindo) Depois que sua mãe morreu, ela foi embora?

Jamie Dornan: Sim! (risos).

Kenneth Branagh: Então, eu sei que você também escreveu um ótimo roteiro ambientado em Belfast. Conte-nos sobre seu roteiro.

Jamie Dornan: Meu Deus, sim, li, e você foi muito gentil em lê-lo. Escrever um script é incrivelmente revelador, não é? Você descobre muito sobre si mesmo, e Conor MacNeill e eu achamos muito fácil, certamente o primeiro rascunho de qualquer maneira, havia uma estranha facilidade de coesão.

Mas sim, é algo que eu adoraria fazer mais. Acabamos de comprar os direitos de outro livro que vamos adaptar, e tenho outra coisa sobre a qual escrevi um tratamento há cerca de sete anos que agora estou tentando montar. É um desejo diferente daquele que sempre tive e agora estou investigando porque sinto que, por que não crescer, por que não seguir em frente? Eu realmente amo atuar, mas há outras coisas que quero fazer.

Kenneth Branagh: Sim, claro que existe. Bem, foi bom ver você, Jamie, e espero vê-lo novamente para a turnê promocional de Belfast. Deus sabe como será, mas vamos pegar a onda e devemos ver todos, incluindo, espero, Judi Dench, que acho que gosta do filme o suficiente para viajar e aguenta provocá-la sobre a quantidade. De filmes que você não viu. Na verdade, no final da jornada promocional para este filme, se pudéssemos encontrar um filme que Judi Dench já viu, isso seria ótimo. Vou tentar consertar para que eu realmente esteja dentro.

Jamie Dornan: (Rindo) Vou lhe contar o que ele não viu. Eu perguntei se ele tinha visto O Poderoso Chefão e ele disse, “Oh meu Deus, não.”

Kenneth Branagh: Bem, por que não substituímos o chocolate em seu travesseiro por alguns DVDs? Talvez de The Fall. E você foi brilhante naquela comédia, Barb e Star Go to Vista Del Mar, com Kristen Wiig, então podemos incluir essa também. Vamos enganá-la, então, no final dessa turnê, ela saberá quem somos!

Belfast é lançado nos cinemas do Reino Unido em 12 de novembro e dia 16 de Dezembro no Brasil.

Fonte: Hunger Magazine, edição Outubro 2021.


Na casa de infância de Jamie Dornan, no subúrbio de Belfast, você sempre viu uma foto em um lugar de destaque: uma imagem de Kenneth Branagh. “Meu pai foi médico no Royal Victoria Hospital em West Belfast ao longo de sua carreira”, explica o ator. “Havia uma foto que estava sempre em nossa casa de Ken, meu pai e outros cinco ou seis médicos, cortando uma fita de quando Ken veio abrir uma ala do hospital. Isso reforçou essa ideia de que esse cara, que fez coisas tão incríveis, era de Belfast. Foi inspirador.”

Poucas pessoas estão cientes de que Kenneth Branagh, aquele com o sotaque inglês afiado e refinado de Shakespeare, é na verdade um irlandês do Norte, nascido e criado. Mas em breve eles serão graças a Belfast, o próximo drama semi-autobiográfico de Branagh, que retrata uma típica família da classe trabalhadora em 1969, enquanto The Troubles se intensifica. Branagh, que se mudou para a Inglaterra aos nove anos de idade, descreveu-o como “seu filme mais pessoal”. Em uma virada poética, Jamie Dornan, cujo pai (Jim Dornan) idolatrava Branagh, agora atua como o próprio pai de Kenneth Branagh nas telas.

Tendo feito o teste anteriormente para Thor de Branagh (“Não para o próprio Thor, um dos outros meninos de Thor”, diz ele), Jamie descreve seu personagem, chamado ‘Pa’, como “um homem muito honesto e humilde que está apenas tentando fazer a coisa certa por sua família”. Como o verdadeiro pai de Branagh, Pa é carpinteiro e usa seus contatos na Inglaterra para ajudar a família a escapar do conflito.

Enquanto The Troubles inevitavelmente ofusca a história, a família leva um “estilo de vida bastante glamouroso para uma família da classe trabalhadora no norte de Belfast”, conta Jamie. “Muitas vezes, os personagens retratados naquela parte do mundo têm esse tipo de tristeza. Torna-se um pouco de ‘esteriótipo fotográfico da pobreza’. Olhando para o futuro, com as histórias que quero contar saindo daquela parte do país, quero escapar dessa ideia de que tudo é miséria e escuridão em casa. Não é assim que me lembro que era minha casa.”

Existem outras perspectivas que você está interessado em explorar. Durante o confinamento, Jamie co-escreveu um roteiro com o ator Conor MacNeill, nascido em Belfast, ambientado em sua cidade natal. “É uma história sobre a maturidade de uma menina de 17 anos”, explica ele. Embora não seja estritamente autobiográfico, “trata-se de tentar destacar as histórias da Irlanda do Norte através de uma lente ligeiramente diferente. Conte histórias que as pessoas não esperam dessa parte do mundo.” Ele espera filmá-lo no próximo ano.

Jamie parece mais confiante do que nunca em contar apenas as histórias que quer contar. Mesmo que, como foi o caso em Barb & Star Go To Vista Del Mar no ano passado, essas histórias envolvem cantar músicas de amor para uma gaivota. “É uma bomba, não é?” Jamie diz sobre Edgar’s Prayer, que se tornou um sucesso entre os fãs de comédia. “Meu sonho é que alguém faça uma versão remixada distorcida dessa música. Mas essa era a intenção, era divertido mostrar um lado diferente de mim que talvez as pessoas não esperassem.”

Fonte: Empire Magazine, edição de Outubro 2021.


Los Angeles – Desconhecido para muitos, o ex-astro de “Cinquenta Tons de Cinza” Jamie Dornan também tem um lado cômico.

Ele o exibiu pela primeira vez em “Wild Mountain Thyme” como Anthony Reilly e está de volta como o capanga apaixonado Edgar Paget no filme de comédia de Josh Greenbaum “Barb e Star Go to Vista Del Mar.

O filme conta a história de duas melhores amigas do meio-oeste, Barb e Star, de meia-idade, que optam por deixar sua pequena cidade de Small Rock, Nebraska, pela primeira vez para ir de férias para Vista Del Mar, Flórida. Kristen Wiig interpreta Star / Sharon Gordon Fisherman enquanto Annie Mumolo é Barb Quicksilver.

Conversamos com o talentoso elenco – Jamie, Kristen e Annie – e abaixo estão alguns trechos da conversa com o Jamie:

O quão legal foi ter aquele momento musical para você? Atores raramente ganham essas oportunidades, especialmente em uma narrativa leve para fazer aquilo. Você teve que se despir de algumas inibições?

Sim, foi. É uma daquelas coisas. O filme, como você sabe, tem muito besteirol. Todos nós estávamos cientes disso quando estávamos gravando.
Estávamos no México, nos divertindo, trabalhando com esse material que achamos muito engraçado, mas sem ter ideia se o mundo vai achar engraçado ou não. Felizmente parece que para a grande maioria, tem sido muito bem recebido.

Mas há muitos momentos insanos que você apenas, não há um parâmetro, você apenas vai com tudo. A música estava definitivamente um desses momentos onde na realidade você não poderia ter inibições. Eu estava apenas “isso apenas vai funcionar ao longo do que eu deixe ser um tipo de loucura sem pensar”. Então senti como essa grande libertação.
Novamente, talvez um lado de mim que eu não tinha mostrado antes, mas provavelmente mais próximo do que sou, e eu tenho um lado bobo. Kristen, Annie, Josh Greenbaum e toda a equipe me fizeram sentir esse lado bobo que tenho. Que eu estava no lugar certo. Que foi tipo… deixe tudo sair aqui, esse é um lugar seguro. Então foi o que eu fiz e sim, eu me diverti fazendo aquilo.

A música na praia, tantas pessoas se conectaram facilmente com ela porque lembram a elas de suas próprias adolescências. Você tem uma memória particular de uma música como aquela, que você talvez ficasse maluco no seu quarto?

Estou tentando pensar na primeira música que eu meio que me permiti sentir de certa forma. Eu lembro que a primeira música que eu soube toda letra foi “Under the Bridge” de Red Hot Chili Peppers. Lembro ficar cantando aquela música e tentando decifrar o significado do que era, e ela era meio que obscura, a letra era estranha. Estava no rádio um dia desses e parecia confusa. É oculta. Eu gostava muito de Red Hot Chili Peppers quando eu era novo; era provavelmente algo do tipo.

Tem uma banda, inglesa chamada Skunk Anansie. Não sei se eles atravessaram o oceano, mas tinham esse vocalista preta linda chamada Skin, quem a propósito fomos para a mesma universidade mas em momentos diferentes. Ela é tão linda e legal e tem essa voz forte. Eles cantavam frequentemente músicas politicamente raivosas, mas as vezes músicas de amor que também eram bastante raivosas.

Eu lembro de passar por um péssimo fim de relacionamento quando eu tinha 16, tocando Skunk Anansie e deixando tudo sair de verdade, então provavelmente foram deles (a música).

Você está nos ligando da Irlanda?

Estou no Reino Unido. Na verdade estamos embarcando para a Austrália amanhã. A família toda vai para Austrália por cinco meses e meio. Então tem muita coisa que precisamos administrar. Não dá para deixar para o último minuto então eu fui enviado todos esses documentos, todas declaração virtuais, nossos resultados do teste do COVID-19, todas essas coisas que eu literalmente estou imprimindo aqui no fundo, cerca de 70 páginas de coisas que eu preciso para viajar amanhã. Está tudo um pouco agitado, mas estamos animados.

É mais estressante pra você do que para sua esposa ou suas filhas? Elas estão animadas? O que significa para você? Você está acostumado a levar sua família?

Eu acho que fazer uma viagem como essa, estaremos lá por um tempo, por seis meses e é assustador de qualquer forma em qualquer momento. É uma grande agitação para a família e eu, de verdade, sempre estou ciente disso, que meu trabalho as vezes faz com que nós tenhamos que dar esses grandes passos.

Mas tudo meu é sobre colocar minha família em primeiro e eu nunca aceitaria um trabalho como esse se isso significasse que minha família não poderia vir junto e nós não pudéssemos fazer isso acontecer. Mas dessa vez, parece ser mais pesado devido ao ano que todos tiveram, as restrições em ordem e o que tivemos que passa para ir para Austrália. Não é apenas pegar um voo.De toda forma é uma grande viagem para a Austrália, mas quando você tem que colocar na conta todos os testes que tem que fazer, todos protocolos que tem que passar, a quarentena de duas semanas no hotel com três crianças abaixo de 8 anos quando chegar lá, toda essa coisa é uma turbulência e loucura. Muito de “é como vai ser, vamos ver como nos viramos”.

Mas estamos definitivamente animados. Eu amo os roteiros. Mal posso esperar pelo trabalho. Estou trabalhando com a HBO Max e BBC. BBC obviamente eu tenho uma longa história, com The Fall.

Eu sinto que estou em ótimas mãos e muito animado para o real trabalho e apenas animado para trabalhar. Eu fui muito sortudo de ser requerido para o filme de Kenneth Branagh no verão, mas aparte disso eu não gravei nada desde Wild Mountain Thyme, que foi no final de 2019, então estou muito animado para trabalhar.

As meninas, nossas filhas, não vão à escola há tempos. Uma vez que passarmos pela quarentena lá, é meio que uma vida normal a maior parte do tempo. Elas vão para a escola com máscaras. Para elas, isso é grandioso, então para nós, é grandioso também. Então definitivamente estamos animados. É literalmente amanhã de manhã. É quando iremos, amanhã de manhã cedo. Então sim, está um pouco corrido na casa dos Dornan nesse momento.

Todos se identificaram com aquele momento quando a pessoa que você gosta, gosta de você de volta e eles fazem coisas bobas. Você compartilhou antes que sua esposa não te notou inicialmente. Você fez algo novo para que ela te notasse?

Eu sou ruim em, você sabe, confiança com pessoas por quem eu estou atraído. Millie e eu meio que fomos colocados juntos. Nós fomos apresentados por alguém e se for assim eu me saio bem.

Se alguém fala “Hey, conheça tal pessoa” sabe? Aí eu sou ótimo! Eu estou dentro, nós podemos conversar. Eu nunca consigo fazer a coisa inicial. Millie e eu estávamos em L.A. Agora já tem 11 anos e nós fomos apresentados e eu instantaneamente soube, tipo genuinamente, que eu iria casar com ela. Eu não sei. Foi loucura. Eu apenas sabia. Eu estava tipo “meu Pai amado, eu vou casar com essa garota e estou literalmente conhecendo ela hoje à noite”.

Eu estava convencido assim como muitas pessoas pensavam dessa forma que ela não iria se quer lembrar e aqui estava eu pensando que vou casar com ela e ela provavelmente não vai nem lembrar de mim no outro dia. Foi isso o que pareceu. Nós não nos beijamos naquela noite ou ago do tipo. Mas no dia seguinte, descobrimos que estávamos no mesmo voo de volta.

Quando você percebeu que ela gostava de você também, houve um momento?

Sim. Eu decidi ir buscá-la onde ela estava porque eu estava preocupado que ela nunca fosse lembrar de mim ou que eu estivesse certo. Eu senti que eu devia me fazer memorável e eu vesti, em L.A., um suéter grosso de Natal.

Era fevereiro em Los Angeles. Eu vesti um tipo de suéter temático de Natal e eu me lembro de ver a reação dela na porta quando ela abriu e eu estava lá vestindo esse suéter estúpido e ela entendeu. Eu não sei. Eu pude ver lá que ela me entendeu, que gostava de mim, provavelmente me achou um pouco estranho, mas ela sabe que eu sou, depois de todo esse tanto de tempo e eu lembro que quando aquilo aconteceu de certa forma com ela, eu pensei “certo, isso é bom”. E tem sido ótimo desde então.

Fonte: GMA News

Tradução: Jamie Dornan Brasil (JDBR).

Abril, 2021.


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