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Segundo Kyle Buchanan, New York Times “The Projectionist”, após os festivais de cinema de outono, vários concorrentes importantes surgiram e lideram a corrida, isso inclui “Belfast”. Estas são as previsões até o momento: Melhor Filme e Melhor Diretor.

Saindo dos festivais de cinema do outono, três filmes se estabeleceram como candidatos significativos. Um dos mais bem posicionados é “Belfast”, de Kenneth Branagh, que ganhou o People’s Choice Award no Festival Internacional de Cinema de Toronto, um termômetro populista anteriormente obtido por campeões de filmes como “Nomadland”, “Green Book” e “12 Years a Slave”. Além dos prêmios do público no 44 Festival de Cinema de Mill Valley, Truly Moving Picture Award e em Middleburg Film Festival em “Best Narrative Film”, sendo a mais importante categoria da competição. Sem dúvidas um sucesso né?

O filme, que recria o período de tumultos políticos da Irlanda do Norte pelo olhar de um menino de uma família da classe trabalhadora, foi considerado “um dos melhores do ano, sem dúvida”, pelo veteraníssimo crítico Pete Hammond no site Deadline. “Belfast” é estrelado por Jamie Dornan e Caitriona Balfe como os pais da família, juntamente com Ciarán Hinds e a vencedora do Oscar Judi Dench como os avós paternos e tem tudo para agradar ao público e os eleitores do Oscar.

Além do favoritismo do longa e da recente campanha do elenco para o SAG Awards e Oscar, Kenneth Branagh surge como o favorito para vencer em Melhor Direção. Adorado pela indústria por toda sua versatilidade comprovada nas cinco indicações ao Oscar em cinco categorias diferentes, ele ainda realiza uma obra pessoal com muita poesia e beleza que está conquistando todo mundo por onde passa.


Jamie Dornan, Ciarán Hinds e Jude Hill em Belfast movie (Focus Features)

Veja abaixo algumas das previsões:


Melhor ator

Will Smith e Denzel Washington foram frente a frente uma vez no Oscar, quando a atuação de Smith em “Ali” perdeu para um Washington vulcânico no “Dia de Treinamento”. Esta temporada oferece uma revanche e tanto, já que o trabalho de especialista de Washington em “The Tragedy of Macbeth” pode ser a única ameaça real para Smith ganhar seu primeiro Oscar, por “King Richard”.

Outros candidatos a melhor ator incluem o ator infantil Jude Hill em “Belfast”, Nicolas Cage por uma aclamada participação em “Pig”, um all-in de Andrew Garfield na adaptação de Lin-Manuel Miranda do musical “Tick, Tick … Boom!” e vários protagonistas independentes na esperança de chamar a atenção do Oscar…

Conforme relatado pela Variety, se Jude Hill fosse indicado por seu papel em ‘Belfast’, ele seria o segundo ator mais jovem já indicado desde Jackie Cooper, que foi reconhecido pela comédia clássica de Norman Taurog ‘Skippy’ (1930-31) na quarta cerimônia do Oscar.

Melhor atriz

A competição inclui duas outras vencedoras do Oscar, Jennifer Hudson (“Respeito”) e Penélope Cruz (vencedora de melhor atriz em Veneza por “Parallel Mothers” de Pedro Almodóvar), bem como a duas vezes indicada Jessica Chastain, que será prejudicada pela recepção moderada de seu filme biográfico “The Eyes of Tammy Faye”.
Mas há várias mulheres que poderiam conseguir suas primeiras indicações, incluindo Kristen Stewart por “Spencer”, Caitriona Balfe como a matriarca de “Belfast”, Tessa Thompson no drama de corrida “Passing” e a vencedora de Melhor atriz em Cannes, Renate Reinsve na comédia dramática de relacionamento totalmente charmosa “A Pior Pessoa do Mundo”.

Melhor Ator Coadjuvante

Para quem irá?

Esta categoria está atualmente desprovida de um concorrente peso-pesado, o que significa que pode permanecer aberta durante toda a temporada, a menos que uma apresentação de fim de ano apareça para estragar a festa.
Mas mesmo que ninguém neste grupo tenha tido um papel que automaticamente sugará prêmios, ainda há muito trabalhos bons por ai. Os maiores casas produtoras de filmes deste ano apresentaram grandes desempenhos coadjuvantes, incluindo Jon Bernthal como treinador de tênis em “King Richard”, Kodi Smit-McPhee como o filho astuto de Dunst em “The Power of the Dog” e Jamie Dornan e Ciarán Hinds como o homens da família em “Belfast”.


Melhor atriz coadjuvante

São esperados prêmios pela dolorosa Kirsten Dunst em “The Power of the Dog”, que concorrerá com pessoas como Aunjanue Ellis como a esposa de Will Smith em “King Richard”, a bruxa Kathryn Hunter em “The Tragedy of Macbeth”, Ann Dowd para o drama de tiroteio escolar “Mass”, e “In the Heights” abuela Olga Merediz (se o musical conseguir pegar um novo fôlego). Mas duas veneradas ganhadoras de Oscar também deveriam estar na corrida: Judi Dench como a avó vigilante em “Belfast” e Marlee Matlin como uma mãe não convencional em “CODA”.

Além disso, segundo Clayton Davis, da Variety “The Collective”, Belfast está com previsão de disputa nas nove nove categorias a seguir:

Melhor Filme

“Belfast” (Focus Features)
• “Being the Ricardos” (Amazon Studios)
• “C’mon C’mon” (A24)
• “Dune” (Warner Bros.)
• “King Richard” (Warner Bros.)
• “Licorice Pizza” (United Artists Releasing/MGM)
• “The Power of the Dog” (Netflix)
• “Tick, Tick…Boom!” (Netflix)
• “The Tragedy of Macbeth” (A24/Apple Original Films)
• “West Side Story” (20th Century Studios)

Melhor Diretor

Kenneth Branagh
“Belfast” (Focus Features)

• Paul Thomas Anderson
“Licorice Pizza” (United Artists Releasing/MGM)
• Jane Campion
“The Power of the Dog” (Netflix)
• Reinaldo Marcus Green
“King Richard” (Warner Bros)
• Denis Villeneuve
“Dune” (Warner Bros.)

Melhor Atriz Coadjuvante

Caitriona Balfe
“Belfast” (Focus Features)

• Ann Dowd
“Mass” (Bleecker Street)
• Kirsten Dunst
“The Power of the Dog” (Netflix)
• Aunjanue Ellis
“King Richard” (Warner Bros.)
• Regina King
“The Harder They Fall” (Netflix)
Melhor Roteiro Original
• “Belfast” (Focus Features)
Kenneth Branagh
• “Being the Ricardos” (Amazon Studios)
Aaron Sorkin
• “C’mon C’mon” (A24)
Mike Mills
• “The Harder They Fall” (Netflix)
Jeymes Samuel, Boaz Yakin
• “Licorice Pizza” (United Artists Releasing/MGM)
Paul Thomas Anderson


Melhor Direção de Arte

“Belfast” (Focus Features)
Jim Clay, Claire Nia Richards

• “Dune” (Warner Bros)
Patrice Vermette, Richard Roberts, Zsuzsanna Sipos
• “The French Dispatch” (Searchlight Pictures)
(a ser anunciado)
• “Nightmare Alley” (Searchlight Pictures)
Tamara Deverell, Shane Vieau
• “The Tragedy of Macbeth” (A24/Apple Original Films)
Stefan Dechant, Nancy Haigh

Melhor Fotografia

“Belfast” (Focus Features)
Haris Zambarloukos
• “Dune” (Warner Bros)
Greig Fraser
• “The Power of the Dog” (Netflix)
Ari Wegner
• “tick, tick…Boom!” (Netflix)
Alice Brooks
• “The Tragedy of Macbeth” (A24/Apple Original Films)
Bruno Delbonnel

Melhor Figurino

“Belfast” (Focus Features)
Charlotte Walter
• “Dune” (Warner Bros)
Jacqueline West
• “Licorice Pizza” (United Artists Releasing/MGM)
Mark Bridges
• “Spencer” (Neon)
Jacqueline Durran
• “The Tragedy of Macbeth” (A24/Apple Original Films)
Mary Zophres

Melhor Edição

“Belfast” (Focus Features)
Úna Ní Dhonghaíle
• “Dune” (Warner Bros)
Joe Walker
• “King Richard” (Warner Bros.)
Pamela Martin
• “The Power of the Dog” (Netflix)
Peter Sciberras
• “Tick, tick…Bo

Melhor Edição de Som

“Belfast” (Focus Features)
• “Dune” (Warner Bros)
• “The Power of the Dog” (Netflix)
• “Tick, tick…Boom!” (Netflix)
• “West Side Sto

As indicações para o Oscar de 2022 devem ser anunciadas em 8 de fevereiro do próximo ano.

Fontes e trechos: NY Times, outubro 2021. I Variety, outubro 2021.


Por Peter Bradshaw – The Guardian.

Existe um calor e uma ternura incríveis no filme autobiográfico elegíaco de Kenneth Branagh sobre a Belfast da sua infância: vibrantemente escrito, lindamente interpretado e filmado em um monocromático luminoso, com cenários, madeleines e epifanias que parecem uma versão mais emoliente de Terence Davies . Alguns podem achar que o filme é sentimental ou que não se enquadra no modelo de furia política e desespero considerado apropriado para os dramas sobre a Irlanda do Norte e os Problemas. E sim, certamente há uma colherada de doçura (ou duas) nesta mistura, com uma pitada obrigatória de Van Morrison na trilha sonora. Há uma cena culminante importante sobre como desarmar um atirador no meio de uma rebelião, quando você não possui uma arma, que deve ser indulgentemente caridoso.

Mas este filme tem uma generosidade emocional, sagacidade e aborda um dilema daquele tempo que nem sempre foi compreendido: quando e se devemos fazer as malas para sair de Belfast? É uma questão compreensível de sobrevivência ou abandono da cidade natal amada aos extremistas? (Revelação completa: meu próprio pai deixou Belfast e foi para a Inglaterra, embora isso muito antes dos tempos deste filme.)

Estamos em 1969 e Jamie Dornan interpreta um homem que vive no norte de Belfast, num distrito predominantemente protestante, mas ainda com algumas famílias católicas. Ele é um encantador homem pacato, que passa o seu tempo na Inglaterra durante boa parte da semana, fazendo trabalho de carpintaria especializada e atormentado com a necessidade de pagar os impostos.

Quando sua muito martirizada esposa (Caitríona Balfe) escreve para a Receita Federal pedindo confirmação de que sua dívida foi finalmente quitada, isso leva as autoridades a examinar mais a fundo seus negócios obscuros e decidem que ele deve mais quinhentas libras. Este é um momento horrivelmente tão sem glamour, nada cinematográfico, que certamente deve vir da vida real. À familia incluem-se dois meninos, o mais velho Will (Lewis McAskie) e o mais jovem Buddy, interpretado pelo novato Jude Hill, cuja incompreensão atordoada e com seus olhos arregalados dá o tom ao filme. Os avós vivem com eles sob o mesmo teto e são interpretados com uma doçura encantadora por Ciarán Hinds e Judi Dench (esta última da umas pitadas em todas as cenas, acalmando os homens com seus comentários piadistas por detrás de seu exemplar do “People’s Friend”).

A violência explode quando os endurecidos sindicalistas expulsam os católicos de suas casas e montam barricadas para proteger seu novo feudo contra a retaliação republicana – um gangsterismo que exige pagamentos das famílias locais, executado pelo valentão Billy Clanton (Colin Morgan), mais ou menos pragmaticamente aceito pelo homem local Frankie West (uma grande participação especial de Michael Maloney), mas ressentido com o personagem de Dornan. Ele começa a mostrar para sua esposa e filhos brochuras de assistência a emigrantes em Vancouver e Sydney: lugares fora do alcance dos terroristas e do cobrador de impostos, mas tão estranhos a eles que poderiam muito bem ser exibidos no Star Trek, o qual assistem os meninos na TV todas as semanas. E o pobre Buddy precisa continuar com sua vida, o que envolve muitos anseios não correspondidos por uma garota da sua sala de aula.

Jude Hill como Buddy. Fotografia: Rob Youngson / Focus Features

O filme alterna com facilidade da casa para a rua, para a sala de aula, para pub e de volta para casa, e talvez seja mais completo e rico quando nada especificamente trágico ou relacionado a problemas está acontecendo. Adorei a cena em que Buddy é ensinado a dizer o que falar se um estranho exige saber se ele é protestante ou católico: ele mente ou blefa com a verdade? (Eu me lembrei da rotina de Dave Allen sobre o que acontece se você tenta ficar encima do muro e alegar que é judeu – o homem duramente retruca: “Você é um judeu protestante ou um judeu católico?”)

A família consegue um pouco de escapismo através do cinema: Raquel Welch no seu biquíni peludo no filme Um milhão de anos AC, o carro voador caindo em um penhasco em Chitty Chitty Bang Bang, High Noon na TV. Há uma ida deles ao teatro para ver A Christmas Carol; o falecido John Sessions tem sua última atuação no teatro de Belfast, Joseph Tomelty, interpretando o fantasma de Marley. Mas, inevitavelmente, Buddy se envolve em algumas encrencas: surrupiando uma barra de delícia turca e depois se envolvendo na subtração de uma caixa de sabão em pó de um supermercado que fora atingido por um motim.

Não é o mais correto dizer que existe um traço de inocência no pesadelo deste filme, mas certamente há um traço de normalidade e até de banalidade, que assume seu próprio tom surreal. Cartas de amor ao passado são sempre endereçadas a uma ilusão, mas aí está essa sedutora peça de criação dos mitos de Branagh.

Belfast será exibido no festival de cinema de Londres e será lançado em 12 de novembro nos Estados Unidos e 25 de fevereiro no Reino Unido.

Fonte: The Guardian, Outubro 2021.

Escrito por: Peter Bradshaw (twitter: @ PeterBradshaw1)

Traduzido por: Carla Santelli (instagram: @carla_santelli)


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