Há mais de 08 anos sendo sua maior e melhor fonte sobre Jamie Dornan na América Latina

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Jamie Dornan: Eu não teria lidado bem com a fama nos meus 20 anos
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postado por JDBR

Por Aaron Tinney

Jamie Dornan está feliz por não ter sido impulsionado para a fama na adolescência porque ele acha que os jovens são muito idiotas para lidar com responsabilidade com os holofotes. O ator (39), que interpretou o pai do personagem do ator infantil Jude Hill em Belfast, de Sir Kenneth Branagh, também criticou Hollywood por não fazer o suficiente para proteger as estrelas infantis.

Jamie, pai de três filhas, que se tornou internacionalmente famoso depois de lançar a franquia Cinquenta Tons de Cinza, disse: “Se isso tivesse acontecido quando eu tinha 20 anos, talvez eu não tivesse lidado com isso da maneira certa.

“Você é um idiota quando tem 20 anos. Você não pensa que é, mas não sabe o que está acontecendo. “Eu olho para trás agora, quando eu tinha 20, 21 anos e me diverti muito. Comparado com outras pessoas, eu provavelmente era bastante sensato, mas ainda era uma criança e é difícil quando você fica famoso e ainda é uma criança.”

“Na verdade, acho que não é feito o suficiente em Hollywood para proteger as crianças que ficam famosas quando são muito jovens.

“Tive a sorte de quando essas coisas começaram a acontecer comigo, eu tinha 30 anos, conheci minha esposa e começamos uma família. Todas essas coisas muito normais estavam acontecendo na minha vida que coincidiam com as coisas loucas que aconteciam na minha carreira.”

Jamie tem três filhas, Dulcie (8), Elva (5) e Alberta (3) com sua esposa musicista Amelia Warner (39), que ele chama de Millie. Ele alegou que era inútil em flertar, mas conseguiu encantar Amelia na noite em que se conheceram. O ator de Holywood disse à edição de maio da revista Candis: “Foi há 11 anos e estávamos meio que juntos. Eu simplesmente não tenho confiança para fazer o movimento inicial, especialmente se estou atraída por alguém, mas se alguém nos apresentar, estou bem, posso conversar.”

“Eu imediatamente soube que me casaria com Millie naquela primeira noite. Foi louco. [Era como] ‘Oh, meu Deus, eu vou me casar com essa garota que acabei de conhecer’.

“Também estava convencido de que ela não se lembraria de mim no dia seguinte, e aqui estou eu pensando que vou me casar com ela.”

“Mas combinamos de nos encontrar de novo e, como eu estava preocupado que ela não se lembrasse de mim, senti que deveria me tornar memorável, então, quando apareci para buscá-la, estava vestindo um suéter grosso com tema de Natal. Não era Natal. Era fevereiro e estávamos em Los Angeles. Ainda me lembro de ver a reação dela quando ela abriu a porta e eu estava lá vestindo esse suéter idiota.”

“Ela acabou de entender. Eu poderia dizer que ela entendeu e gostou de mim, mesmo que ela provavelmente me achasse estranho, o que ela certamente sabe que eu sou [agora]. Eu pensei: ‘Certo, isso vai ser bom’. Tem sido ótimo desde então.”

Jamie disse que sua casa no interior de Gloucester estava cheia de música porque ele ainda adora mexer em seu violão depois de desistir dos sonhos de ser músico. “Eu canto muito em casa também, o que provavelmente é relativamente chato, mas as crianças muitas vezes acham engraçado, ou querem cantar junto também”, acrescentou.

“As duas meninas mais velhas estão aprendendo a tocar piano – no momento, temos alguns pianos em casa por causa da minha esposa.”

“É definitivamente uma casa musical, embora eu não me classificaria como cantor da maneira que algumas pessoas são.”

Jamie admitiu que agora estava “enraizado e confortável” depois de uma vida amorosa que inclui Keira Knightley e ligações com Kate Moss, Sienna Miller, Mischa Barton e Lindsay Lohan.

O ator começou no caminho da fama em uma banda folk chamada Sons of Jim, que se desfez em 2008. Ele disse que “não mudaria nada” na forma como negociou sua carreira.

A estrela de The Fall acrescentou: “Essa atmosfera de espírito livre me caiu muito bem. Muitos dos meus amigos com quem cresci em Belfast sabiam exatamente o que queriam fazer e planejaram de acordo. Eles foram para a universidade e ficaram no curso porque sabiam que isso lhes daria aquele emprego que procuravam.”

“Hoje em dia, todos eles trabalham nos trabalhos que planejavam fazer, mas nenhum deles está feliz, então acho que minha abordagem foi melhor.”

Fonte: Belfast Telegraph, 2022.

Jamie Dornan e Caitríona Balfe encontraram um pouco de alegria em reviver ‘The Troubles’ em ‘Belfast’
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postado por JDBR

Los Angeles Times

By Emily Zemler
23.11,2021

Para Jamie Dornan e Caitríona Balfe, fazer ´Belfast´ foi como voltar para casa. Quando o roteirista e diretor Kenneth Branagh contatou os atores irlandeses sobre seu novo drama em meio ao confinamento da pandemia no ano passado, foi uma decisão fácil a ser tomada.

“Foi uma bela abordagem daquele lugar e das pessoas daquela época da história”, lembra Dornan, falando com a sua co-estrela, Balfe, durante o Festival de Cinema de Londres. “Havia uma positividade muito dinâmica em torno de toda a ideia do projeto – com quem Ken já estava falando com a outra parte elenco. Era a sensação de que esse presente, de verdade, havia recaído sobre mim.”

“Lembro-me do meu agente me ligando e dizendo: Olha, tem esse projeto e estes são os que estarão fazendo parte disso e estes são aqueles que já estão comprometido’”, acrescenta Balfe. “Ele estava tipo, ‘vou mandar isso para você ler’. Eu estava tipo assim ‘vou dizer sim mesmo antes de ler isso’. É um roteiro tão lindo. A maneira como Ken escreveu, havia muito amor e tanta emoção embutido nele. Eu estava procurando algo para fazer na Irlanda já há um bom tempo – fiquei pensando vamos filmar isso na Irlanda. Após ler o roteiro, eu estava me debulhando em lagrimas no final.”

“Belfast”, que na verdade foi filmado no outono do ano passado em Surrey, Inglaterra, é uma história profundamente intimista para Branagh, que baseou esse roteiro em sua própria vida em Belfast durante “The Troubles” (Os Conflitos). O filme se passa em 1969, quando o conflito, que durou 30 anos, na Irlanda do Norte começou a afetar as comunidades da cidade. Seguindo-se de perto um jovem chamado Buddy, interpretado por Jude Hill, quando ele percebe que sua vizinhança mais próxima pode não ser mais o lugar seguro que ele sempre conheceu.

Dornan e Balfe interpretam os pais de Buddy, apelidados de “Pa‘’ e ‘Ma’, respectivamente, eles estão acompanhados por Ciarán Hinds e Judi Dench, como sendo os pais do ‘Pa’, cuja relação de décadas demostra o afeto genuíno e certa comicidade. A conexão familiar entre os atores não foi criada; o elenco viveu em uma bolha (Covid Free) durante as filmagens e encontraram em si um verdadeiro senso de comunidade – com a ajuda do Branagh.

“No primeiro dia de ensaio, Ken levou Jamie, Judi e eu para uma sala”, lembra Balfe. “Ele apenas nos fez diversas perguntas sobre nossa infância, sobre nossos pais, sobre como reagiríamos a diferentes situações ou como nossos pais reagiriam às diferentes situações. Instantaneamente, assim, todos nós sabíamos algo muito íntimo um do outro. Isso quebrou muitas barreiras e criou uma ligação instantânea. Ele é muito sagaz, Ken. De uma forma sutil, ele explicava as coisas que ele queria que você começasse a pensar ou em trazer para a tua atuação, sem dar a parecer que ele estivesse orquestrando isso. “

Balfe, que cresceu a cerca de 90 minutos fora de Belfast, e Dornan basearam-se em suas próprias experiências da época na qual cresceram na Irlanda do Norte, para encontrar em si o conflito de emoções de seus personagens. A história de Branagh sobrepõe os momentos de alegres celebrações, as tensões conjugais e aos tumultos políticos sociais, permitindo que ´Ma´ e `Pa` vivenciassem uma gama complexa de reações à margem da sua situação.

“Isso está concentrado no início de um conflito específico que durou por 30 anos, um conflito que teve uma grande influência em nossas vidas”, diz Dornan. “Nós dois nascemos dentro disso. Isso é algo que nos moldou, crescendo em um ambiente de conflito e um ambiente de pós-conflito, que ainda hoje é assim. É um mundo que reconhecemos em grande escala na comparação com outros mundos que tentamos habitar com o nosso trabalho.”

Os atores analisaram as entrevistas no YouTube e as notícias do final dos anos 60 e se divertiram com a série “Pop Goes Northern Ireland” da BBC Two.

“Há tantas filmagens daquela época de pessoas reais”, observa Balfe. “Você os ouve falando e discutindo. Foi muito emocionante voltar e assistir a todas essas coisas. Ver o início de algo que durou tanto tempo e ainda não foi resolvido, há uma certa tristeza nisso.”

Em conjunto com a orientação cuidadosa de Branagh, Balfe e Dornan houve uma familiaridade imediata um com o outro, o que ressoou em todas as suas atuações. Apesar do elenco como todo, o trabalho deles parece inegavelmente feito a quatro mãos.

“Ken montou o seu elenco de forma inteligente”, diz Dornan. “Ele reuniu pessoas que achava que fizessem sentido juntas, em termos de energia, com base em quaisquer algoritmos que ele tenha em sua mente. Às vezes, você trabalha com pessoas onde é difícil fazer parecer que vocês são amigos, que vocês têm um relacionamento ou o que quer que seja. Mas nós simplesmente demos certo.”

Balfe responde: “Você e eu temos uma abordagem muito semelhante no que fazemos. Você faz toda a sua pesquisa e toda a sua preparação e a seguir quando está set é como ‘Vamos atuar. Não vamos pensar demais nisso. Não vamos fazer isso ser mais difícil do que precisa ser. ‘Você simplesmente está ali, está aberto e pronto para tentar o que for necessário.”

Os dois tem plena ciência de que este é um projeto único, embora todos os envolvidos levaram este trabalho a sério, mas, foi também uma das experiências mais alegres que a dupla já teve no set.

“Quero me divertir o tempo todo no trabalho – você não se torna um ator para perder isso”, diz Dornan. “Algumas coisas que você faz no papel provavelmente não são tão divertidas, mas, esta é uma daquelas coisas que nos pareceu que você deveria rir e nós realmente rimos”.

Fonte: Los Angeles Times, Novembro.

Tradução: Carla Santelli – JDBR

Jamie Dornan retorna a ‘Belfast’, mas não sem as preocupações
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postado por JDBR

Este drama, que concorre ao Oscar, transporta Dornan de “Cinquenta Tons de Cinza” para uma produção cinematográfica de prestígio, apesar de muitas coisas sobre o filme atingirem muito de perto a sua casa natal.

Por Kyle Buchanan
18.11.2021

Jamie Dornan enfiou os dedos na lareira, mexendo em alguns flocos de cinzas perdidos, em busca de algo pequeno no que se concentrar para não ter que pensar sobre o grande acontecimento que estava por vir no dia seguinte.
“Só espero que não joguem vegetais em nós e nem clamem pela guilhotina”, me disse o ator de 39 anos.

Era um dia antes o qual o novo filme de Jamie, “Belfast”, uma estória da transição do cenário Irlandês, ser exibido pela primeira vez na cidade da Irlanda do Norte que leva seu nome, uma cidade onde Jamie passou os primeiros 19 anos de sua vida. Esperavam-se que cerca de 1.500 pessoas comparecessem à estreia e Jamie nos previu como talvez a multidão da cidade se sentiria sobre um filme ambientado lá: curiosos, donos do assunto e rápidos para atacar se “Belfast” desse um único passo em falso.


“Nós podemos obter todas as ótimas críticas do mundo todo, mas, o que realmente queremos é que as pessoas de Belfast gostem deste filme”, disse Dornan, inquieto em sua poltrona. “Então, vai ser interessante amanhã à noite. Por Deus, vai ser emocionante! “


Essas ótimas críticas vindas do resto do mundo, não foram apenas hipotéticas: desde sua primeira exibição no Festival de Cinema de Telluride no final de agosto, “Belfast” recebeu tais reações afetuosas que muitos especialistas o consideram já favorito para o Oscar de Melhor Filme. Retratado a partir das experiências da infância do roteirista e diretor Kenneth Branagh, o filme acompanha Buddy (Jude Hill), de 9 anos, seu amado Pa (Dornan) e a protetora Ma (Caitriona Balfe), enquanto eles ponderam se devem ficar em Belfast depois que sua vizinhança explode em violência sectária.


“Belfast” é filmado em preto e branco, dirigido pelo cinco-vezes indicado ao Oscar e estrelado por Judi Dench como a mãe de Dornan; em outras palavras, fez um longo caminho desde a franquia “50 Tons de Cinza”, uma trilogia sexual ridicularizada pela crítica que transformou o Dornan em famoso, mesmo que este tenha carregado esse fardo nas costas. A última vez de Dornan no Oscar, foi como apresentador em 2017, sua própria presença foi um alívio para a audiência: aqui estava o cara bonito e frequentemente nu do blockbuster S&M que a maioria dos eleitores do Oscar não chegaria nem perto mesmo que sendo com um chicote de 3 metros.

E agora, anos depois, ele pode retornar à cerimônia como a estrela desse filme favorito.

Conheci Dornan no início de novembro no Soho Farmhouse, um clube de membros no interior da Grã-Bretanha; ele tinha vindo de carro de Cotswolds, onde mora com sua esposa musicista, Amelia Warner, e suas três filhas. Na lente, Dornan costuma se portar de maneira solene e firme, embora fora da tela, ele tem um raciocínio irlandês rápido e mal consegue ficar parado. Ele também é atrevido de uma forma tal que os papéis interpretados por ele nos filmes ainda não demostram isso totalmente: quando nos sentamos perto da lareira e encomendamos copos d’água, que nunca se materializaram afinal, Dornan brincou dizendo que levou em consideração me beijar “somente pelos meus fluidos”.

Os olhos de Dornan são tão azul-escuros que parecem ser só pupilas, emprestando a sua aparência imaterial à telona da qual seus papéis mais notáveis tiram grande proveito. Na série de suspense da Netflix “The Fall” e em “Cinquenta Tons de Cinza”, mesmo quando seus lábios se curvaram em um sorriso malicioso, aqueles olhos ainda guardavam alguns segredos, enquanto na recente comédia “Barb e Star Go to Vista Del Mar” os olhos de Dornan pareciam mais como dois círculos de tinta, adequados para filmes de desenho animado com cenas ao vivo. “Belfast” distila seu olhar etéreo de todos os modos: quando a família de Pa é ameaçada, os olhos de Dornan se arregalam, feridos e então se endurecem em um olhar fixo.

“Acho que sua presença de tela é realmente capaz de transmitir o perigo, tanto com a preocupação da sua proximidade em potencial como também com a sua capacidade pessoal de o produzir”, escreveu Branagh por e-mail.

Cada vez que o jovem Buddy olha para seu pai, é como se ele estivesse contemplando o próprio sol e Branagh emerge em adoração ao seu herói, filmando Dornan em preto e branco como um ídolo literal da tela de prata que canta “Everlasting Love” na cena central do filme. Embora Pa seja baseado no pai de Branagh, Dornan imbuiu-o com as características de seu próprio pai, um homem que ele adorava enquanto crescia.

Dornan me avisa que ele pode vir a chorar se falarmos sobre seu pai; ele não faz isso, mas, é a única vez que ele fica completamente imóvel. O Dr. Jim Dornan era um renomado obstetra, ginecologista e presidente da instituição de caridade de câncer de pâncreas da Irlanda do Norte, além de ser o maior fã de Jamie. Ele estava tão ansioso para ver “Belfast” – seu filho estava contracenando com Dench, afinal – e então, em março deste ano, ele morreu de Covid-19. Ele tinha 73 anos.

“Ele foi o maior dos homens, tão gentil e maravilhoso e dedicou muito tempo, honestidade e respeito a todos que conhecia”, disse Dornan. “Há coisas que espero que tenham passado para mim e que eu estou realmente tentando assumir para o resto da minha vida. E muitos desses elementos eu definitivamente tentei inserir no Pa, porque eu pude reconhecer a bondade. ”


Dornan também estava ansioso para colocar dentro do seu personagem o que aprendeu em ser pai, coisas que você simplesmente não pode incorporar até que as experimente por si mesmo. Ele lembrou que em um de seus primeiros papéis importantes, como um assassino-em-serie em “The Fall”, o seu personagem precisava secar o cabelo de sua filha após o banho; Dornan ainda não tinha filhos e enxugou a cabeça da garota com tanta força que o criador do show teve que pará-lo.

Dornan adora contar histórias nas quais ele é o alvo da piada, uma característica que ele considera único de quem vem de Belfast. “Isso está em nossos genes, encontrar leviandade em momentos de dificuldade”, disse ele. E embora ele agora tenha vivido longe de Belfast por mais tempo do que tenha morado lá, muitas coisas sobre o lugar permanecem inatas.

“Quando você diz ‘casa’, você ainda quer dizer Belfast”, disse Dornan.


O diretor Kenneth Branagh disse que a “presença de Dornan na tela é realmente capaz de transmitir o perigo, tanto no sentido de preocupação como na sua proximidade em potencial, mas, também sua capacidade pessoal de o produzir”.

Dornan sai de Belfast quando estava prestes a completar 20 anos, três anos depois que sua mãe havia falecido de câncer no pâncreas. Ele havia passado por aquele espaço de tempo sentindo-se sem rumo e bebendo muito, até que sua irmã mais velha preocupada o inscreveu em um programa de reality como modelo e assim o fez.

Dornan não ganhou o programa, mas depois de se mudar para Londres, ele ainda cresceu rapidamente na categoria de modelo masculino, o que significa que posou com Kate Moss, namorou Keira Knightley e foi apelidado de “The Golden Torso” por este mesmo jornal. Antes da sessão de fotos de 2006 para o The New York Times, ele se lembra de ter ficado fora a noite toda. “Gostaria de dizer que amadureci desde então”, disse ele, “mas não tenho certeza se amadureci”.


Isso não é bem verdade. Metade da razão pela qual Dornan prosperou como modelo foi porque ele não se importava muito com isso; sua despreocupação foi o fator ´X´ que ajudou a vender até mesmo as roupas e os ensaios mais ridículos. Mas, para ter sucesso como ator, você realmente tem que se importar e você tem que se encontrar em você para continuar se importando, mesmo quando você joga para o alto uma audição, quando você perde o papel pelo qual teria matado alguém ou quando você se encontra como objeto de um público ridículo.

Dornan sempre quis atuar, mas estava com medo de começar a se importar com algo, então ele continuou como modelo até que começou a talhar. “Não acho que ficar parado lá, tirando fotografias de você seja interessante o suficiente para se fazer isso por várias décadas”, disse ele. “Se isso te satisfaz e você pode sinceramente deitar a cabeça no travesseiro e pensar: ‘Eu me sinto ótimo com o que estou fazendo’, então ótimo. Mas eu simplesmente não estava. Eu estava tipo, ‘Isso é uma m*rda’.”

Depois que ele passou a atuar e se permitiu de se importar, as coisas ficaram mais difíceis. Sua primeira audição foi interpretar um conde que chamou a atenção de Kirsten Dunst em “Marie Antoinette” (2006) e ele ganhou o papel imediatamente. Mas você não quer ler o perfil de um cara bonito que tropeça no sucesso aonde quer que vá, o que não é este o caso.

“Tive a sorte de começar nesse nível, mas mal trabalhei durante oito anos”, disse Dornan. “Foi essa coisa estranha de ver a cenoura e então a cenoura é subtraída e até as migalhas somem e você fica pensando, ‘Jesus, não havia uma cenoura aqui um minuto atrás?’”

Ele procurou por anos, tentando encontrar um projeto no qual poderia dar certo e mesmo quando ele conseguiu um papel regular na série como o xerife bonito na série fantasia da ABC “Once Upon a Time”, ele foi abruptamente morto após nove episódios. Dornan lembra de seus colegas de elenco comemorando a segurança no emprego de um programa que duraria sete anos, enquanto ele era expulso depois de três meses, desesperado para provar a si mesmo e ao mundo que ele realmente tinha algum valor.

Mas foi quando ele conheceu Warner, a quem ele credita como sendo uma influência estabilizadora em sua vida e carreira. E não muito depois de se casar, Dornan ganhou seu papel do assassino em “The Fall”, um show revolucionário que o colocou no radar dos executivos de elenco de Hollywood que estavam em busca do homem certo para interpretar um belo sádico.

Dornan se lembra de como ele considerava “Cinquenta Tons de Cinza” do lado de fora: Mas é claro que Hollywood estaria ansioso para transformar a série de livros excêntricos da E.L. James em uma franquia da telona, mas, ele imaginou que as pessoas fariam fila para destruir esses filmes, uma vez que eles fossem realmente produzidos.

“Então, de repente, você descobre que será o cara daqueles filmes”, disse Dornan.

Fazer o papel de Christian Grey ao menos proporcionou a ele um certo grau de segurança na finalmente conquistada carreira?

“Não”, disse Dornan, “por causa do pacote único de ‘Cinquenta Tons’, o qual apresentava ser um projeto muito difamado e os livros sendo o que já eram – como eram amados pelos fandoms e como eram duramente criticados pelos críticos. Isso é único em si só.”

Dornan sabe disso por causa de “Cinquenta Tons”, seus fãs mais fervorosos são mulheres e homens gays; quando caras heterossexuais pedem sua foto, ele ainda pode sentir seu ceticismo. “Eles sempre dizem: ‘Obviamente não é para mim, sou um cara heterossexual e tenho uma esposa’ ou ‘Eu tenho uma namorada e ela gosta de você, é por isso que está rolando a fotografia”, disse ele. “O que foi que eu fiz? três filmes de guerra? Você pensaria que isso poderia ajudar um pouco na minha causa em relação aos homens heterossexuais, mas provavelmente não. Acho que você precisa estar naquele mundo dos quadrinhos para realmente chamar a atenção deles.”


Nessa frente Dornan está tentando e tem tentado por um tempo (mesmo antes de “The Fall”, ele fez o teste para Superman, um papel que perdeu para Henry Cavill). Conseguir agora um papel de super-herói, lhe ofereceria a chance de retornar aos filmes de franquia, não como um recém-chegado desesperado em ter um ponto de apoio, mas como um ator estabelecido que provou o que pode fazer. E ele sabe que esse estreito caminho existe, porque Robert Pattinson conseguiu trilhá-lo, passando de galã de “Crepúsculo” a estrela de cinema independente com tal brio que ele voltou atrás e usou sua nova credibilidade para ganhar o papel-título no filme “O Batman.”’

“Eu estaria mentindo se não admitisse que me sinto como ele e o seu pessoal jogou muito bem”, disse Dornan sobre Pattinson, que é um amigo. “Tudo o que ele fez desde ‘Crepúsculo´ foi muito inteligente e bem trabalhado e esses filmes não teriam sido financiados sob seu nome se ele não tivesse estado nesses filmes que ganharam bilhões de dólares.”


Dornan fala abertamente sobre os filmes que está cobiçando e seu encontro com o diretor do Marvel Studios, Kevin Feige, sobre como vestir uma capa e meia-calça. “Sou mais ambicioso do que jamais deixei transparecer antes”, disse Dornan. Parte disso é se tornar um pai. “É como uma necessidade de entregar e prover, muito ao estilo homem-das-cavernas: Tenho que ser bem-sucedido para minhas preciosas pessoinhas. Além disso, desde que meu pai faleceu, acendeu esse fogo mais intenso dentro de mim, esse fogo intenso em querer ter sucesso. “

Esse desejo não é o de conquistar o amor daqueles que ele nunca teve. “Meu pai me dizia isso inúmeras vezes todos os dias da minha vida, então não estou procurando isso”, disse Dornan. “Mas por algum motivo, desde que ele se foi, tenho a estranha vontade de provar algo para mim mesmo, de deixar algum tipo de legado que seja impressionante.”

E agora que ele canalizou seu próprio pai, alguns outros heróis não deveriam estar à mesa?


ALGUNS DIAS depois desse nosso tempo no campo, participei de uma videochamada com Dornan para lhe perguntar como foi a estreia na sua cidade natal. Ele me disse que antes da sua ansiedade conseguir melhorar, ela foi ficando muito pior.

“Foi doido; eu realmente me senti fisicamente mal antes disso”, disse Dornan. Durante a meia hora que antecedia o início da exibição, enquanto estava sentado em seu quarto de hotel cercado por familiares e amigos, ele se sentiu tão nervoso que não conseguiu falar.

Mas depois que ele percorreu o tapete vermelho, ocupou seu lugar no Waterfront Hall e começou a assistir ao filme, as coisas mudaram. O público ouviu cada palavra e a energia foi estática. E sentado no meio do povo de Belfast, sua própria atuação finalmente se encaixou: “Foi a primeira vez que me assisti e eu não ficava pensando, ‘Deus, odeio meu rosto. Por que eu fiz assim? Meu nariz está realmente torto? Não deveria mais atuar?’”

Depois que o filme terminou e o público veio até ele para longas conversas sobre a Belfast e o “Belfast”, Dornan percebeu que estava realmente vivendo uma das melhores noites de sua vida. Também ajudou o fato de Branagh ter usado a sua introdução para dedicar essa exibição ao falecido Dr. Jim Dornan.
“Me mortifica o fato dele não ser mais capaz de ir nesta jornada comigo, mas a vida continua”, disse Dornan. “Como papai nos ensinou acima de tudo, você só precisa colocar um pé na frente do outro e seguir em frente.”

Fonte: NY Times, Novembro 2021.

Tradução: Carla Santelli, JDBR.

Jamie Dornan e Caitríona Balfe demonstram uma química magnética em seu novo filme
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postado por JDBR

Eles estrelam como marido e mulher no filme da nova temporada de premiações de Kenneth Branagh, ´Belfast`.

Por Jessica Radloff / GLAMOUR
11 de novembro de 2021


Por si só, Jamie Dornan e Caitríona Balfe já são estrelas globais com muitos seguidores e uma base de fãs apaixonados. De Outlander e Ford v. Ferrari (ela) a Fifty Shades of Grey e Barb e Star Go to Vista Del Mar (ele), incendiaram as telas da TV e do cinema por mais de uma década. Mas coloque-os juntos no seu novo filme, Belfast, e eles terão mais poder de estrelismo do qual meu Zoom jamais viu antes.
Os dois atores irlandeses estrelam como “Pa” e “Ma” na história pungente e comovente do diretor-escritor Kenneth Branagh sobre a infância de um menino (interpretado pelo revelação recém-chegada Jude Hill) durante os tumultos no final dos anos 60 na cidade natal de Branagh. Baseada na experiência do próprio indicado ao Oscar, Dornan e Balfe tem um magnetismo ao se assistir e essa química também se traduz em multidões fora da telona.

Neste dia, eles estão juntos em um quarto de hotel em Los Angeles, uma noite após a estreia de Belfast nos EUA, onde Dornan subiu ao palcoda festa da premiação para cantar “Everlasting Love”. A música – gravada pela primeira vez no final dos anos 60 – se tornou o tema não-oficial do filme, graças à sua presença (Dornan) no trailer. Mas na festa, ele recriou aquele momento (do filme) para os que tiveram a sorte de estarem presentes e desde então, (o vídeo) se espalhou por quase todos os cantos. “Sim, não vi nenhuma reação sobre isso, então acho que se eu visse, provavelmente me arrependeria de ter feito isso, mas talvez, não sei”, diz Dornan com uma risada. Mesmo que Balfe o endosse (naquilo) que foi absolutamente brilhante – e eu endosso – ele fica um pouco hesitante. Como a maioria dos atores, Dornan diz que pode ler todas as críticas positivas do mundo e apenas aquela ruim será tudo em que ele ficará pensando. Mesmo assim, ele admite que sua atuação foi “Um tanto divertida e um alívio… e também superar a coisa do medo, que eu acho que é muito importante tentar na tua vida. Talvez eu parecesse que estava tendo [uma explosão] lá, mas estava realmente apavorado. Acho que é parte da motivo de eu fazer isso para viver. Tenho pavor de atuar na frente das pessoas, mas é bom vencer esses medos.”

Garanto ao ‘jovem’ de 39 anos que ele tem um grande futuro pela frente, mas ele diz “talvez eu apenas me apresente em Premieres das outras pessoas. Esse será meu novo lance.” Balfe interrompe: “E casamentos, Bares e Bat Mitzvahs.”

Essa provocação é a razão pela qual os dois são perfeitos na telona – e neste Zoom. Embora possam estar exaustos de viajar para o exterior e fazer muitas coletivas de impressa – e tem mais, Balfe tem um recém-nascido em casa – eles não demonstram isso. Com o crescente frisson sobre o Oscar e apenas aquela apreciação genuína por estrelar o que está sendo chamado de o filme mais intimista de Branagh, se você pensou que o poder do estrelismo era o bastante do jeito que esta, espere até ver Belfast. Aqui, eles falam sobre cantar, dançar e o porquê o coitadinho do Dornan simplesmente não era adequado para Outlander.

Glamour: Quando vocês se conheceram? E quais foram suas primeiras impressões?

Caitríona Balfe: Nós nos conhecemos em Toronto há cerca de dois anos. Estávamos ambos lá em projetos separados, mas…

Jamie Dornan: Na verdade, eu tinha dois filmes lá [no Festival Internacional de Cinema de Toronto].

Caitríona: Ah é, verdade, desculpe, ele tinha dois filmes lançados. Mas Drake Doremus, que dirigiu um de seus filmes (Endings, Beginnings) para o qual você (Dornan) estava lá, trabalhei com ele (Drake) há muito tempo, então acho que foi ele que nos apresentou. E foi uma daquelas coisas, nós temos um monte de gente em comum, nossos caminhos têm sido um pouco similares e foi uma coisa muito estranha de não termos nos conhecido até agora. E eu pensei: ‘Uau, ele não é tão alto quanto eu pensava que era’.

Jamie: Lembro-me de pensar que ela era muito alta para eu trabalhar junto. E quando eu soube que seria você (Caitríona), pensei comigo, vou ter que subir em um caixote de maçã durante a maior parte das filmagens.

Caitríona: Isso não aconteceu. [Risos]

Jamie, você já assistiu Outlander?

Jamie: Não. Sabe de uma coisa? Não, eu não assisti. Vou assumir logo isso. Eu não tentaria mentir sobre ter assistido, mas na verdade Caitríona disse ontem que aparentemente eu não sou o público-alvo. Então eu realmente não sei, homens casados se aproximando dos 40, não seria o público alvo? Então eu era o público-alvo há sete anos quando tudo começou?

Caitríona: Não. Bem, eu não diria que ele fazia parte do grupo demográfico… que inicialmente correspondeu ao nosso programa, certo? Eu diria que é um público mais feminino e pelo menos era no começo, acho que foram as pessoas que leram os livros. Então, os primeiros livros foram lançados em 1992. Eu diria que seriam ligeiramente mais velhos.

Jamie: Entendo, tá!

Caitríona: [agora] temos muitas pessoas de todas as faixas de idade assistindo.

Jamie: Esse é um elenco de alta estatura.

Caitríona: Sam [Heughan] é mais alto que você. Tobias [Menzies] é mais alto do que você.

Jamie: Por favor, colega.

Caitríona: Graham é mais alto que você. Eu acho que é. [Risos]

Caitríona, você já viu algum dos trabalhos anteriores de Jamie?

Caitríona: Eu vi alguns. Eu não vi Fifty Shades.

Jamie: Ótimo.

Caitríona: E talvez tenha visto apenas um ou dois episódios do The Fall.

Jamie: Quem para de assistir no segundo episódio de The Fall? Jesus Cristo.

Caitríona: Não sei, mas é muito bom.

Jamie: Não sou bom o suficiente para continuar (a assistir), mas “é bom”. [Risos]

Oh meu Deus, vocês estão me morrendo (de rir). [Risos]
Então, o que te atraiu para (fazer) Belfast?


Caitríona: Eu queria trabalhar com Jamie Dornan do The Fall.

Jamie: Ela [só] assistiu por volta de uns 100 minutos de The Fall e isso foi o suficiente para saber que ela queria trabalhar comigo.

Caitríona: Não. [Risos]

Jamie: Sim. Quero dizer, quando [o roteiro de Belfast] apareceu no meu caminho, o único elenco que havia sido escalado era Judi Dench, de quem eu tinha ouvido falar bastante. E isso por si só foi o suficiente, e eu sabia que todas as outras pessoas com quem eles queriam preencher o (resto do) elenco seriam pessoas realmente empolgantes também. E eu sou de Belfast, é meio que um tanto óbvio. Se alguém como Kenneth Branagh está fazendo um filme sobre a tua cidade natal, você vai quere entrar. Sendo honesto comigo mesmo, eu poderia ter lido o roteiro, e não ter gostado muito e ainda dizer sim, provavelmente. Mas, felizmente, eu li e fiquei impressionado com ele e senti que este era um dos maiores presentes que eu já havia recebido como ator até agora. Então foi um ‘sim’ fácil.

Caitríona: E eu acho que fui uma das últimas a entrar [no projeto], então quando recebi a ligação a primeira vez, ele já estava praticamente com elenco pronto. Ia ser Judi, Ciarán, Jamie… mas meu agente ligou e disse: “Existe esse projeto, essas são as pessoas envolvidas”. E dai foi: “Você leria o roteiro e entraria no Zoom com o Ken?” O roteiro é lindo. Ken, eu acho, é mais conhecido por sua atuação e direção, mas ele é um escritor incrível. A personagem é incrível e ela (Ma) realmente falou comigo. Então, tudo foi apenas um rápido `sim´.

Qual é a sua história favorita de Judi Dench sobre “Eu tenho que trabalhar”? Espera um minuto, o que você está fazendo Jamie? (Ele está colocando sua máscara facial dentro do quarto do hotel.)

Jamie: Desculpa, sou uma pessoa complicada. [Risos] Mas sim, Caitríona tem mais cenas com ela (Judi) do que comigo em geral, mesmo ela (Judi) sendo minha mãe e a sogra dela. Minha estória favorita foi quando estávamos mexendo com todo o material de (cena) cinema, o qual fizemos em uma tarde e estavam mostrando Chitty Chitty Bang Bang. E eu virei para Judi e disse: “Nossa, Judi, quantas vezes você já viu esse filme? Devem ser incontáveis.” Bem, ela diz, nunca. Eu disse: “O que você quer dizer com ‘nunca’? Você nunca viu Chitty Chitty Bang Bang?” Ela diz: “Não, eu fui ver Bambi quando era criança e foi tão horrível o que aconteceu e a mãe (do Bambi) morreu prematuramente.” E então ela também assistiu Branca de Neve e lá alguém comeu a maçã e morreu. Eu não me lembro do outro filme que ela mencionou…

Foi Fifty Shades (Cinquenta Tons)? Ela viu Fifty Shades cerca de 10 vezes, certo?

Jamie: Claro que ela viu. Quero dizer, ela não vive fora da sociedade. Ah, sim, espera, foi Dumbo (que Judi assitiu), o que novamente é outra coisa bem angustiante o que simplesmente fez ela abandonar o cinema. Então depois disso, ela quase não assistiu filme algum. Então eu meio que a testei e disse: “Você viu o Poderoso Chefão?” E ela disse: “Por Deus, não!”

Caitríona: Quero dizer, é incrível que ela tenha participado de tantos filmes incríveis e não [assista filmes]. Há uma cena em nosso filme em que eu e Judi estamos sentadas à mesa e Will (Lewis McAskie) está na sala conosco o Jamie, Ciarán e Jude estão atrás. E Ken apenas nos pediu para improvisar muito, o que é uma das coisas das mais, eu acho, incríveis que já fiz na minha carreira – improvisar com Judi Dench, porque ela é incrivelmente engraçada. Ela é uma das pessoas mais joviais e efusivas que você já ter conhecido. Ela simplesmente tem essa energia esse holofote sobre ela.

Jamie: Um brilho.

Caitríona: Sim, você meio que tem que se policiar pra não ficar encarando-a ou ao menos eu faço isso. Tipo, pare, ela é uma pessoa. Mas foi incrível só de começar a trabalhar com ela e brincar com ela, foi simplesmente incrível.

Jamie: Ken trabalhou com ela (Judi), eu acho, umas 12 vezes e isso é obviamente muito único e raro, mas apenas só dizer que você trabalhou com ela, já é um grande presente. Trabalhar com ela tão de perto é um prazer.

Caitríona: E Lewis (que interpreta nosso filho, Will) completou 15 anos enquanto estávamos filmando o filme e quando estavam filmando a cena do funeral, ele tinha um terno com corte anos 60 realmente ótimo. Lewis estava tipo assim, “Eu amo este terno” e era seu aniversário na semana seguinte. E Judi foi lá e comprou o terno para ele. Esse é o tipo de pessoa que ela é. Ela escutou, lembrou disso e sabia que seria algo especial. Ele (Lewis) estava tão emocionado. Quero dizer, ele estava usando (o terno) na semana passada.

Jamie: Ele estava usando (o terno) na estreia também. Foi tão fofo.

Então, temos que falar mais sobre a cena da música e da dança “Everlasting Love”, que é muito charmosa e divertida de assistir.

Jamie, é você cantando, certo?

Jamie: Sim, mas não naquele dia. Felizmente, gravei a faixa depois que terminamos, alguns meses depois. Então, no dia em que estou apenas sincronizando os meus lábios com Love Affair (quem o gravou em 1968, depois de Robert Knight ter gravado primeiro). Mas no corte final, você realmente tem que fazer ao vivo, mas há nossos dois vocais lá. Eu ouço meus vocais começarem mais fortes e então eles meio que desapareço lentamente. [Risos]. Então, talvez tudo suma um pouco, o que é justo. E definitivamente deveria ser comandado por [Steve Ellis do Love Affair] com aquele vocal tão poderoso e incrível. Mas sim, na edição final estou lá, mas não apenas eu, não.

Quantos ensaios você teve para (fazer) aquela cena?

Caitríona: Bem, houve vários. Fizemos muitos ensaios de dança, mas foi muito tempo gasto porque não havia muito tempo para isso. Nós íamos almoçar aqui ou uma tarde ali, muito do Jamie e eu meio que ficávamos parados na frente do nosso trailer, “Como era a música mesmo? Como era o passo?” Mas Aletta Collins, nossa coreógrafa, foi incrível. Ela encontrou uma maneira de nos dar algo que realmente poderíamos alcançar. Mas é um momento tão importante na estória e é um momento tão importante para os dois personagens. Eles estão chegando a um ponto em que estão quase a ponto de se separar e está tudo quase completamente rachado, mas você tem este lindo momento em que eles se lembram da base de seu amor, então não importa o que aconteça…

Jamie: O amor é eterno.

Caitríona: O amor é eterno. Isso ai!

Finalmente, tem aquela cena, Jamie, com você como ‘Pa’ e Jude como ‘Buddy’, onde você fala sobre respeitar diferentes religiões.
Qual é a mensagem que você espera que o público tenha levado quando sair do cinema?


Jamie: Acho que (isso) provavelmente está bem perto daquele momento final. Acho que se relaciona com qualquer guerra civil ou divisão tribal e muito difícil de entender o que começou há muito tempo. E você chega em um ponto em que você fica tipo, “Jesus Cristo, se estamos honestamente aqui porque eles vão para aquela igreja e aqueles vão para outra igreja, é por isso que estamos todos lascados…” Quero dizer, isso é loucura. Eu sou um grande defensor na minha terra a Irlanda do Norte, sobre a integração do sistema escolar [que é] menos de 5%… integração das escolas católica/protestante, o que é uma estatística chocante. E muitos dos problemas seriam corrigidos resultante disso. Aquela cena no final em que Pa diz que não se importa com a religião da garota a qual seu filho gosta, desde que ele a respeite e então a família dela será sempre bem-vinda… isso se aplica a tantas situações. É universal. Acho que é parte do motivo pelo qual o filme foi tão calorosamente recebido por muitas pessoas diferentes, em lugares diferentes. Ele apenas destila tudo, então eu acho que se as pessoas saírem depois de assistir a ele com uma sensação dessa, [então fizemos o nosso trabalho]. Se todos nós pudermos nos tratar bem, isso seria uma coisa boa.

Falou bonito.
E o que foi mais emocionante de trabalhar com o Jude? O qual é realmente uma revelação.


Caitríona: Jude foi uma grande alegria de se assistir e de estar por perto. Quero dizer, tanto ele quanto Lewis e Lara (que interpreta a prima Moira) são crianças tão adoráveis. Jude e Lewis eram como verdadeiros irmãos no set e ele (Jude) tinha muita responsabilidade visto que tinha muita participação no filme. E então, quando ele (Jude) não estava filmando, eles eram mandados a fazer aulas particulares (da escola). Ele (Jude) estava sempre ocupado e nunca reclamava. Ele nunca ficava cansado, estava sempre preparado e isso tornava as coisas muito mais fáceis.

Jamie: Sim, ele tinha muito a fazer, era o filme dele, estamos todos apenas acompanhando lá. Mas ele sempre sabia suas falas. Não era?

Caitríona: Sim.

Jamie: Quero dizer, certamente comparando com você.

Caitríona: [risos] Não é verdade.

Jamie: Não, estávamos todos prontos. E você não queria bagunçar na frente das luzes do Ken e de todos.

15 anos da atuação de Jamie Dornan no Filme Marie Antoinette “Foi como fazer a Festa das Festas”
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postado por JDBR

VOGUE UK
30.10.2021
Por Keaton Bell

Fazem 15 anos do seu lançamento neste mês de outubro e o filme Maria Antonieta ainda hoje nos parece uma revelação e é considerado um marco cultural para tantos cineastas e designers que fica fácil esquecer o quanto polarizador foi no seu lançamento.

Para comemorar o aniversário, a VOGUE UK conversou com o elenco sobre o filme.

Jamie Dornan falou sobre como foi que foi escolhido para o elenco do filme:

“Maria Antonieta não foi apenas minha estreia como ator, mas também minha primeira audição. Assinei com meu agente em Londres em uma sexta-feira e tive uma reunião com o diretor de elenco do filme na terça seguinte. Dois dias depois, eles me levaram de avião para Paris para fazer um teste com um diretor de elenco diferente e, se corresse bem, eu deveria ficar na cidade e encontrar Sofia no Hemingway Bar no Ritz. Correu tudo bem, então Sofia e eu tomamos alguns drinques e ela casualmente me disse que eu havia conseguido o papel. Foi tudo muito rápido e surreal. Eu pensei: ‘Uau, essa carreira vai ser fácil!’ Depois disso eu quase não tive trabalhos durante oito anos. Mas certamente foi uma boa maneira de começar.”

Jamie Dornan fala de como ele fez para incorporar o personagem:

“Sofia me disse que sua referência para o conde Fersen era Adam Ant, que exala apelo sexual. Quanto mais eu pesquisava sobre ele, mais apavorado ficava, porque eu era apenas um irlandês magrelo e inseguro. Acabamos não indo muito longe no biótipo, mas esse era o tipo de cara que o Conde Fersen representa para Marie. Ele é a alternativa rock-and-roll ao rei almofadinha de Jason.”

Sofia Coppola fala sobre Jamie Dornan e de como ele deveria ganhar o biótipo para o personagem assim como do Conde Axel Von Fersen e disse a ele:

“Você sabe quanto peso Jason teve que ganhar?” Ela diz se lembrar de perguntar a ele o que ele fazia para ganhar peso e ele dizia que só comia donuts, bebia cerveja e comia potes de sorvete derretidas, e ela falava para ele que “não acho que seja bom para você.” Ela comenta que talvez ele possa ter mentido sobre isso para ela.

Jamie Dornan fala também sobre as suas primeiras cenas filmadas:

“Meu primeiro dia foi a cena do baile de máscaras no Palais Garnier com centenas de figurantes. Sofia tinha habilmente organizado tudo para que Kirsten e eu não nos encontrássemos até que nos conhecemos na cena. Fui mantido em segredo até rolarem as filmagens, então essa foi a primeira vez que falamos um com o outro. Foi uma maneira incrível de entrar no personagem”.

Jamie Dornan descreve como foi fazer as cenas de dança:

“Demorou muitas tomadas de filmagem para eu começar a dançar e eu me lembro de dançar bastante, se isso te diz algo”.

Sobre Jamie Dornan ter que beber para poder se soltar:

“Eu só me lembro de tomar muitas doses de vodka e dançar terrivelmente”.

Jamie Dornan se abre sobre o preço da vida de modelo e como o filme mudou a sua vida:

“Você está fazendo uma escolha de vida errática quando decide que quer ser pago para se vestir, então estou muito orgulhoso do fato de que Maria Antonieta foi meu primeiro trabalho. Será divertido mostrá-lo às minhas filhas daqui a alguns anos, para que elas possam rir de como seu pai costumava ser quando jovem.”

Fonte: Vogue UK, Outubro 2021.

Tradução: Carla Santelli (@carla_santelli)

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